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CAE aprova projeto que autoriza fornecimento de internet por cooperativas

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei (PL) que autoriza cooperativas a oferecerem serviços de telecomunicações, como internet banda larga (1.303/2022). O texto veio da Câmara dos Deputados, recebeu relatório favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) sem alterações e segue para a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

A matéria altera a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997, e a norma que regulou a privatização do serviço móvel de celular (Lei 9.295, de 1996). Com a mudança, as cooperativas entram no rol das possíveis prestadoras dos serviços.

Para Eduardo, as cooperativas podem contribuir para ampliar o acesso à internet banda larga e melhorar a competitividade no setor. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 11,6 milhões de domicílios no país que poderiam pagar pelo acesso à banda larga fixa ou móvel (3G ou 4G). ficam em localidades onde o serviço não é disponível. O senador salientou que o Brasil tem 5 mil cooperativas que atuam em diversas áreas, mas a legislação em vigor não prevê a participação em serviços de telecomunicação.

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“Em um cenário em que há a necessidade de se melhorar a qualidade dos serviços prestados em pequenos municípios e regiões remotas, não se justifica proibir a atuação das cooperativas, que já demonstraram que podem desempenhar um papel fundamental na expansão e na melhoria da oferta dos serviços de telecomunicações nessas localidades”, afirma ele no relatório.

O presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), defendeu a aprovação do texto.

— A universalização e a consolidação dos serviços de banda larga são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das regiões carentes desses serviços. Por mais que empresas atualmente autorizadas a explorar esses serviços venham avançando, permitir novos entrantes neste mercado pode promover a qualidade e a competitividade do setor, especialmente em regiões rurais carentes e de difícil acesso — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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