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Polícia Civil deflagra Operação Corixo para combater pesca predatória

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou no domingo (01.10) a Operação Corixo, para cumprimento de mandado de busca na região do Pantanal, município de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá).

A ordem judicial de busca foi cumprida em um pesqueiro situado em Porto Cercado, onde foi apreendida uma espingarda calibre 22 com sete munições.

O gerente do estabelecimento comercial, de 61 anos, foi conduzido até a Delegacia de Poconé, ouvido e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Na ocasião também foram feitas abordagens, fiscalização educativa e orientativa, bem como falado sobre o início da Piracema, período de proibição da pesca devido a reprodução dos peixes, quando eles sobem as correntezas para a desova.

As investigações inciaram alguns meses, após denúncia de pesca predatória de peixe fora da medida e uso de rede, em uma área de reserva permanente, protegida e com a função ambiental de preservar os recursos hídricos.

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Conforme apurado pela Dema, no local há pessoas que não se inibem com a presença das forças de segurança pública na região, e praticam a pesca ilegal de forma reiterada.

Nome da operação

Corixo é um curso d’água que pode apresentar diversos tamanhos e larguras, como se fossem braços de rios, que se formam durante a cheia na planície pantaneira.

Na época da vazante eles levam essa água espalhada pela planície de volta ao curso do rio. Corixos podem ligar os canais dos rios com lagoas, áreas alagadas, baías e também a outros rios próximos nos períodos de cheia.

A origem desse termo está relacionada aos períodos de vazante (quando a água começa a escoar) e de cheia do Pantanal, por isso, apresentam uma enorme concentração de vida selvagem, devido à quantidade de água que retém.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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