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Povo Paresi mostra “case de sucesso” da agricultura indígena sustentável de MT na COP-27

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O cacique Rony Paresi e o índio Vilmar Nezokemaese, da comunidade indígena Paresi, participaram da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-27), em Sharm El Sheik, no Egito, para mostrar ao mundo o potencial da agricultura sustentável dos povos indígenas de Mato Grosso. Os dois representantes fizeram parte da delegação do Governo de Mato Grosso durante toda esta semana.

“Pela primeira vez na história, o Governo do Estado colabora como parceiro para nos trazer para a COP. É assim que se constrói uma política verdadeira, ouvindo e oportunizando que a gente fale por si próprio. Isso é construir uma verdadeira política participativa”, enfatizou o cacique.  

Rony Paresi também relatou na conferência que, há cerca de 20 anos, seu povo vivia com muita dificuldade por não conseguir alimento para sustentar a comunidade. Segundo ele, pelo fato de a aldeia se localizar numa região do Cerrado, a caça e a pesca não eram o suficiente para a sobrevivência de todos. 

“Isso mudou quando decidimos investir na agricultura e passamos, por meio da nossa cooperativa, a plantar soja, milho, batata-doce, abóbora, feijão, e vários outros produtos”, contou.

Ao todo, a reserva dos Paresi possui 1,3 milhão de hectares em Mato Grosso, porém apenas 15,5 mil são usados para o plantio, o que corresponde a menos de 2% de todo o território usado. 

A experiência exitosa foi compartilhada com representantes de delegações de vários países e até mesmo com o diretor do Programa do Escritório Verde e Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), Angus Mackay.

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Durante a COP-27, os índios Paresi não foram aclamados apenas pela agricultura sustentável, mas também por causa da aparência “peculiar” para os estrangeiros. As pinturas corporais, adornos e os trajes tradicionais indígenas chamaram a atenção de todos que passavam por eles, tornando-os verdadeiros “popstar” do evento, sendo parados a todo momento para tirar fotos, cumprimentar e falar um pouco mais sobre a cultura de seus povos. 

O governador Mauro Mendes também ressaltou a importância da presença da etnia no evento. “Os paresis estão representando muito bem os povos indígenas aqui na COP. Eles contaram dezenas de vezes o sucesso de como a comunidade, com a agricultura sustentável, conseguiu resgatar nos últimos 20 anos a dignidade, a cultura, e a autoestima do povo Paresi”. 

A primeira-dama Virginia Mendes, que é madrinha do povo Paresi, pontuou a importância de os indígenas exercerem o direito de decidir seu modo de viver e de ganhar o seu sustento. “O trabalho bem sucedido dos paresis está chegando em todos os cantos do mundo, e esse reconhecimento internacional é merecido. É um povo que produz e preserva, honrando a natureza, seus costumes e suas raizes”, disse ela.

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COP-27

Juntamente com outros representantes do Estado e do setor produtivo e ambiental de Mato Grosso, o governador Mauro Mendes participa da COP-27, com a missão de fortalecer a imagem de Mato Grosso como a região do planeta que mais produz com preservação.

Atualmente, Mato Grosso mantém 62% de seu território inteiramente preservado, mesmo sendo o principal produtor de commodities do país. Os principais estados produtores dos outros países líderes em produção não preservam nem perto disso.

O Estado é líder na produção de soja, milho, algodão e biodiesel e carne bovina. Possui meta ousada para neutralizar as emissões de carbono até 2035, 15 anos antes da perspectiva global, por meio de um plano de ação colocado em campo desde 2019, via programa Carbono Neutro MT.

Somente o que Mato Grosso já reduziu em emissões de carbono desde 2004 (3,5 gigatons) tem valor estimado de R$ 173 bilhões no mercado de carbono.

Mesmo com o aumento da produção, Mato Grosso também tem reduzido substancialmente o desmatamento. No bioma amazônico, o desmatamento foi reduzido em 85% nos últimos 20 anos.

De janeiro a setembro deste ano, conforme os dados do INPE, a queda total no desmatamento em todo o estado foi de 47%, se comparado com o mesmo período de 2021.

Fonte: GOV MT

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Travessia da BR-163 em Nobres mobiliza moradores e autoridades por mais segurança

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A rotina de quem precisa cruzar a BR-163 em Nobres revelou a dimensão do problema discutido durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21), na Câmara Municipal. Moradores relataram dificuldades enfrentadas diariamente diante do intenso fluxo de caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres, enquanto representantes do município defenderam a implantação de uma estrutura capaz de garantir deslocamentos mais seguros e integrar diferentes áreas da cidade.

Autor da iniciativa, o deputado Gilberto Cattani (PL) destacou que a duplicação da rodovia trouxe maior fluidez ao tráfego, mas também tornou necessária a criação de dispositivos que permitam a passagem dos moradores de um lado para o outro. Segundo ele, a população precisa ter acesso seguro para trabalhar, estudar, fazer compras e utilizar serviços oferecidos em diferentes pontos do município.

“Quando você duplica a rodovia, além de você poder aumentar a trafegabilidade e até um pouco a velocidade dos veículos, você impossibilita que essas pessoas possam atravessar a pé as rodovias”, afirmou o parlamentar.

Cattani defendeu que a solução não se limite a uma passarela, já que também existe a necessidade de circulação de veículos. Ele citou experiências de outros municípios cortados pela BR-163 e afirmou que buscaria, junto à Prefeitura e à concessionária, uma alternativa para atender à demanda de Nobres.

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A realidade enfrentada diariamente por quem utiliza a rodovia foi relatada pelo servidor público Sebastião de Oliveira, morador do Bairro Jardim Petrópolis, que precisa fazer o percurso cerca de quatro vezes por dia. Segundo ele, dependendo do movimento, a travessia pode levar entre cinco e dez minutos e se torna ainda mais complicada nos horários de entrada e saída das escolas.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Sebastião relatou que, nesses períodos, estudantes, ônibus, caminhões, ciclistas e pedestres compartilham o mesmo espaço, aumentando os riscos de acidentes. Ele também mencionou um atropelamento ocorrido recentemente na região e defendeu a implantação da estrutura prevista para o local.

A vereadora Eva Valdinéia Pereira ressaltou que a movimentação intensa de caminhões, impulsionada também pela atividade mineral da região, amplia os riscos para quem precisa atravessar a rodovia. De acordo com ela, já houve alguns registros de atropelamentos com vítimas no trecho.

Para o prefeito José Domingos Fraga (União), a intervenção é aguardada há anos pela população, principalmente pelos moradores do Jardim Petrópolis, bairro localizado às margens da rodovia. Ele avaliou que a obra poderá melhorar não apenas a circulação, mas também as condições urbanas e comerciais da região.

O prefeito também defendeu que Nobres receba investimentos semelhantes aos realizados em outros municípios cortados pela BR-163, onde foram implantadas estruturas como passarelas, trincheiras e viadutos. Segundo Fraga, a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, custeou intervenções em outras cidades, enquanto o projeto apresentado para Nobres está sendo elaborado pela Prefeitura.

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Projeto –A engenheira civil Silveth Xavier, responsável pela elaboração da proposta, explicou que o projeto busca integrar as duas partes do município e criar alternativas para o deslocamento de pedestres e veículos no entorno da rodovia.

Segundo a engenheira, a concepção apresentada ainda está em fase de desenvolvimento e poderá receber alterações a partir das contribuições feitas durante debates como o promovido pela Assembleia Legislativa. O projeto prevê a implantação de um viaduto nas proximidades do posto Xaxim, na BR-163/364, no bairro Jardim Petrópolis, integrado às vias locais para facilitar a ligação entre diferentes áreas da cidade e oferecer uma alternativa mais segura para a circulação de moradores.

Encaminhamentos –Como encaminhamento, o deputado Cattani anunciou que a Assembleia Legislativa apresentará requerimentos e indicações relacionados à travessia urbana, além de articular uma comissão com a prefeitura de Nobres para buscar a viabilização da obra junto à concessionária responsável pela rodovia. O parlamentar também mencionou o apoio do senador Cidinho Santos à reivindicação e afirmou que o próximo passo será dialogar com a concessionária para avançar na concretização do projeto.



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