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Os 25 juízes e juízas substitutos (as) recém-empossados (as) no Poder Judiciário de Mato Grosso, que participam do Curso Oficial de Formação Inicial para magistrados e magistradas (COFI), foram saudados pela presidente Maria Helena Póvoas, na aula de abertura do módulo local da capacitação, nesta segunda-feira (31). A desembargadora reforçou a importância dos novos magistrados para a população de Mato Grosso e pediu empenho da turma durante o curso, que visa oferecer conhecimentos teóricos e práticos.
 
De acordo com a desembargadora Helena Maria Bezerra, que acompanhou o Cofi pela manhã, esta fase é importante para conhecer a estrutura do Judiciário. “Depois virão as aulas práticas, como fazer audiência, por exemplo, seja de custódia, familiar, civil, criminal. Essas audiências têm uma característica própria e os juízes professores são excelentes. Os novos juízes são muito bons, técnicos, passaram no concurso, mas precisam ter esse feeling. Lembrando que o foco do trabalho é o cidadão”, destaca.
 
A vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, saudou os novos juizes e destacou a importancia da capacitação.
 
Ao todo, são cerca de 75 docentes para 25 formandos e formandas. Ou seja, três facilitadores para cada juiz e juíza. O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e coordenador-geral do Cofi, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, conta que o curso é um projeto de um ano elaborado pela Esmagis e Corregedoria-Geral.
 
“É muito importante que eles assistam, anotem, tirem dúvidas, pois os docentes são juízes experientes que fazem parte do Judiciário de Mato Grosso e que conhecer a realidade”, explica Calmon.
 
O primeiro módulo, o nacional, foi ministrado na semana passada e, nesta semana, ocorre o módulo local que conta com a parte teórica, pela manhã, e prática, à tarde.
 
Participante do Cofi, a juíza Raisa Tavares Pessoa Nicolau fez avaliação positiva do curso. Ela entende que as aulas têm permitido a reflexão sobre a prática profissional e espera avançar nos próximos encontros. Contas ainda que tem grande expectativa em relação às aulas práticas.
 
“Na primeira semana, tivemos reflexões sobre questões sociais sensíveis à sociedade, como gênero, questão racial. Isso é muito bom, pois podemos ir além das questões técnicas e pensar na função do magistrado contemporâneo. Vai muito além da bagagem técnica que já adquirimos nos estudos”, diz.
 
Raissa da Silva Santos Amaral, juíza que participa da formação, agradeceu a capacitação e considera o conteúdo ministrado “excelente para dar segurança no exercício da função de magistrado. Aqui no módulo local, estamos aprendendo questões práticas que serão de suma importância para nossa atuação no cotidiano”, conclui.
 
O curso completo está dividido em quatro Módulos totalizando 520 horas/aula. Sendo o Módulo I – Nacional, desenvolvido pela ENFAM; Módulo II – Local Teórico, dividido em 15 unidades; Módulo III – Local de Prática, supervisionada; e Módulo IV – Eleitoral, desenvolvido pelo TRE-MT.
 
Abaixo, você confere outras matérias sobre este tema:
 
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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