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Município gasta cerca de 4,5 milhões em quase um ano com limpeza de bolsões de lixo

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Uma prática criminosa tem onerado o orçamento de Rondonópolis. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap), o Município gastou cerca de R$ 4,5 milhões, em onze meses, na limpeza dos bolsões de lixo e no descarte correto do material no aterro sanitário.

O custo alto chama a atenção para um problema, gerado pela população, que acaba reduzindo a qualidade de vida dos próprios moradores dessas regiões onde estão sendo deixados os resíduos como móveis usados, eletrodomésticos inutilizados, restos de construção, podas de árvores entre outros materiais inservíveis.

Esses bolsões surgem em diversas regiões da cidade e são gerados pela própria população. Para manter a cidade limpa e organizada, o secretário de Meio Ambiente Álvaro Fachim, explica que atualmente o Município fez um mapeamento desses lugares para fazer o acompanhamento e acabar com essa prática mantendo os locais limpos.

Toda a operação, que integra a retirada dos materiais, limpeza do local, transporte dos resíduos e descarte correto no aterro sanitário de todo volume coletado, executada entre julho de 2025 e junho de 2026, custou cerca de R$ 4,5 milhões para a Prefeitura. “Todo esse gasto poderia ser evitado caso a população utilizasse os Ecopontos para o descarte adequado dos materiais”, lembrou o secretário.

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Rondonópolis conta hoje com quatro Ecopontos, sendo no Residencial Paiaguás, Vila Paulista, Rodovia do Peixe e Vila Operária. Após uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira os locais agora funcionam da 06h até 18h, todos os dias, inclusive nos finais de semana. Podem ser descartados nos Ecopontos: móveis e eletrodomésticos em geral (cama, guarda roupa, sofá, geladeira, fogão); podas de galhos; restos de concreto, entulho no geral, gesso; plástico, papelão, metal, sucata, equipamentos eletrônicos, etc.

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Prefeitura anuncia revisão do Plano Diretor Municipal para garantir crescimento ordenado

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A Prefeitura de Rondonópolis anunciou nesta segunda-feira (20) que passou a atuar na elaboração da proposta de revisão do Plano Diretor Municipal. Para isso, a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo realizou nesta data uma reunião de apresentação da empresa de consultoria que estará conduzindo a elaboração do novo Plano Diretor e, ao mesmo tempo, convocando diferentes entidades representativas da sociedade para que possam ajudar na sua construção.

Essa primeira reunião foi realizada no paço municipal, sendo conduzida pela secretária de Habitação e Urbanismo do Município, Yasmin Waki, com representantes da Câmara Municipal, da Houer Consultoria (empresa responsável pela elaboração do Plano Diretor), da Comissão Permanente Técnica de Desenvolvimento Urbano (Codeur), da Associação Comercial, Industrial e Empresarial (ACIR), do Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-Sul/MT), mercado imobiliário, entre outros.

Conforme Yasmin, o Plano Diretor é uma pauta muito importante, mas que foi negligenciada e tratada de forma irresponsável durante muito tempo. “É uma lei que deveria ser revisada a cada 10 anos e o nosso plano vigente é de 2006. Por isso, essa pauta foi destacada como prioritária pela gestão Cláudio Ferreira para que nós alcançássemos efetivamente o objetivo que é a revisão do Plano Diretor”, avaliou a secretária, destacando que a intenção é que seja elaborada uma minuta prevendo a necessidade de todos os segmentos da cidade.

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Empresa fez uma explanação das etapas e de como será conduzida a elaboração do novo plano. Foto – Marcos Miraglia

O consultor da Houer Consultoria, Evandro Gottardo, explicou que a etapa inicial para elaboração dessa revisão é o diagnóstico técnico participativo, culminando na primeira audiência pública. Ele enfatizou que a lei visa, sobretudo, promover o crescimento de forma organizada da cidade para os próximos dez anos. “A expectativa é termos uma minuta de lei bem consistente que vá para a Câmara e que retorne para o Poder Executivo com poucas emendas”, repassou o consultor, pontuando que, para isso, é essencial a escuta e participação da sociedade, do setor produtivo, da administração pública e legislativo municipal.

A presidente da ACIR, Denise Freitas, uma das participantes da reunião, viu com bons olhos a iniciativa de envolver, desde o começo, a sociedade civil organizada na discussão do novo Plano Diretor. “Ter uma abertura para um amplo debate é o caminho para que Rondonópolis seja construída com mais solidez, com mais organização. Para isso, todos os segmentos precisam ser ouvidos e as melhores ideias devem ser colocadas de fato para virar lei. Então, essa discussão ajuda a construir um plano que vem ao encontro com os interesses de crescimento da população e do município em geral”, disse.

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Na reunião, a Houer Consultoria fez uma explanação das etapas e de como será conduzida a elaboração do novo Plano Diretor Municipal. O intuito da Prefeitura é elaborar, no menor prazo possível, uma minuta bem ajustada para que seja feita sua aprovação na Câmara Municipal.

Secretária de Habitação e Urbanismo do Município, Yasmin Waki: “essa pauta foi destacada como prioritária pela gestão”. Marcos Miraglia

 

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