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Magistrados do Polo X recebem Corregedoria em Ação

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O último dia do Programa Corregedoria em Ação no Polo X (Castanheira, Juara, Aripuanã, Brasnorte, Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Taboporã, Colniza, Cotriguaçu e Juruena) foi dedicado aos magistrados da região. Metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Núcleo de Justiça 4.0, Juízo 100% Digital, Auditoria Remota, Ranking e selos do CNJ, Conciliação e Recursos Repetitivos, foram alguns dos temas debatidos com o apoio dos representantes da Vice-Presidência e também do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e Soluções de Conflito (Nupemec).
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, que acompanhou pessoalmente toda programação, fez a abertura do evento. “Sou juiz de carreira e também estive no interior de nosso Estado. Mas queremos ouvir as experiências e necessidades de vocês, pois são vocês que estão na ponta da corda, levando os serviços jurisdicionais. Vamos nos atualizar, mas principalmente ouvir os senhores e senhoras em suas demandas e especificidades. Estamos aqui para apoiá-los naquilo que nos levar a crescer e ofertarmos melhores serviços à sociedade. Vivi todas as histórias da Magistratura”, disse o corregedor.
 
“A Corregedoria segue sua missão que envolve a orientação, fiscalização e aprimoramento dos serviços judiciários. Temos um método, seguimos um caminho e estaremos juntos com vocês”, afirmou o coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto. “Somos o melhor ouro dentre os ouros. O quarto melhor Poder Judiciário Estadual do país. Onde estão nossos juízes e servidores? Em um ponto de internet. Hoje acessível por um celular, mas sabemos que vivenciamos a transição. O coordenador ainda apresentou as diretoras de Departamento da CGJ. No Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), Renata Bueno, a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Karine Lozich Dias, a diretora do Departamento Judiciário Administrativo (DJA), Manuela Tenuta, a diretora do Departamento do Foro Extrajudicial (DFE), Nilcemeire Vilela e a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira. “Todas estão à disposição dos senhores e senhoras”, concluiu Flávio.
 
O juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango, abordou projetos internos como da criação de protocolos e qualificação de dados. Ele ressaltou a criação de 23 protocolos de qualificação de dados processuais que impactam nos eixos Produtividade e dados e Tecnologia, avaliados pelo CNJ. “Temos muitas metas e devemos dar conta delas. Em 2021 correicionamos 124 unidades e este ano serão 50 unidades. Todas de forma remota. Registro meus agradecimentos aos magistrados que cumularam varas nos últimos tempos e com o ingresso de novos juízes a tendência é que melhoremos nossos atendimentos e consequentemente os números”, informou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango. Na sequência o juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, explanou sobre ações do Foro Extrajudicial, atualização de emolumentos, proteção de dados pessoais e um termo de cooperação firmado com o Creci. “Conseguimos um excelente resultado nesta questão. O Creci nos auxiliou com segurança na escolha de um imóvel. Isto foi essencial para a economicidade do dinheiro público”, pontuou o juiz que ainda salientou a importância de se regularizar os imóveis e o impacto que isso tem na sociedade. “Fortaleçam as Comissões Fundiárias elas atuam diretamente na regularização, que movimenta a economia local, além de legalizar e trazer segurança jurídica”, considerou o juiz Calmon.
 
No período da tarde os trabalhos foram retomados com a apresentação da Vice-Presidência. O tema foi o Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (Nugepnac). “O Tribunal trabalha muito com Governança, por isso é necessário trabalharmos juntos, com o Programa Corregedoria em Ação. Devemos direcionar os juízes para lançarem os códigos corretos e isso faz com que ganhemos na gestão por orientação de dados e as estatísticas melhoram. A sociedade ganha, pois teremos mecanismos que nos apontam resoluções mais céleres”, explicou o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella. “Nosso contato é muito importante com os magistrados sobre este tema. Temos no STJ quase 1.200 temas e é muito importante que as decisões não sejam diferentes, sobre demandas totalmente iguais. Isso acelera os procedimentos”, considerou o também juiz auxiliar, Edson Dias Reis.
 
O gestor do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflitos (Nupemec), João Gualberto Neto, apontou dados estatísticos e um panorama histórico da composição entre as partes. “Já encontrávamos na Bíblia em Mateus, nas Ordenações Filipinas, no Código Comercial de 1850. A saída não é de hoje. Esta solução para a pacificação social sempre acompanhou a humanidade”, ponderou Neto, que reforçou que para que o sistema tenha validade as composições devem ser lançadas com os códigos 466 e 884, seguindo a Resolução nº 125 do CNJ. O presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, citou as forma da abordagem na conciliação. “Em 2019 até a improbidade administrativa foi aprovada. A Conciliação cabe em todas as fases, até na fase final do processo. Em muitos casos o processo pode custar mais caro do que o acordo. Crimes com penas superiores aos quatro anos de pena são inviabilizados Devemos buscar saídas inteligentes e as técnicas autocompositivas são uma destas saídas”, destacou o desembargador.
 
“É uma honra recebermos toda esta equipe. Moramos em uma região distante do grande centro, ao mesmo tempo nos sentimos amparados, valorizados e atualizados. Vamos aplicar os conhecimentos repassados em nosso dia a dia. Todos ganham com isto, principalmente o jurisdicionado que é o destinatário final de nossos serviços“, disse o juiz de Juara, Fábio Alves Cardoso. “Enfrentamos muitas dificuldades. Essa aproximação dos juízes de primeiro grau da Corregedoria, em especial para nós juízes substitutos que assumimos recentemente nossas funções. A sociedade ganha com oportunidades como esta, já que mostrarmos as dificuldades enfrentadas e temos apontamentos para possíveis saídas“, destacou a juíza Erika Cristina Camilo Camin de Cotriguaçu, distante 220 quilômetros de Juína.
 
#Paratodosverem
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Foto 1- colorida. Foto colorida. O corregedor, em pé, conduz reunião com os juízes. Eles estão no Tribunal Pleno. Estão sentados em cadeiras longarinas azuis e pretas. Pouco mais de 10 magistrados da região acompanham.
 
Ranniery Queiroz/ Fotos Adilson Cunha
Assessor de imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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