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Juizado Ambiental encerra a semana do meio ambiente com blitz educativa

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A blitz educativa e distribuição de mudas de árvores, na manhã de sábado (04 de junho), atraiu pessoas que chegavam ao Parque Mãe Bonifácia para a caminhada e práticas esportivas. Pitomba, acerola, jabuticaba, amora, bacupari, ipê rosa e ipê branco eram as espécies mais procuradas. A empresária Maria Cristina Sauer, do ramo de alimentação, parabenizou a ação do Juizado Especial Volante Ambiente (Juvam) de Cuiabá através do projeto Verde Novo.
 
Na visão dela, como também da educadora física Jéssica Oliveira da Silva, a doação de mudas frutíferas e nativas é uma forma de conscientizar a população para a necessidade de contribuir com a arborização da cidade. “Faço um trabalho de sensibilização com meus alunos sobre questões ambientais, e tem dado resultado”, disse a professora Jéssica Oliveira, acrescentando que é de extrema importância o Verde Novo desenvolvido pelo Judiciário mato-grossense.
 
A advogada Fabiola Rosa levou duas mudas e saiu contente, porque entende que “quanto mais árvores plantadas melhor será para a cidade, de forma geral, e, consequentemente, contribuirá para a preservação do meio ambiente”. Fabíola Rosa assinalou que obras urbanas, entre 2010 e 2014, como a via para a construção da estrutura para a instalação de um modal urbano entre Cuiabá e Várzea Grande, retiraram muitas árvores das duas cidades, e agora é preciso fazer uma compensação. “Então, é preciso replantar em outros cantos para termos um equilíbrio ambiental e natural”, destacou a advogada.
 
A empresária Muriel Torres ficou feliz com as mudas de ipê roxo e jabuticaba. “Nossa, que fantástico! Ganhei um presente valioso. Preservar a natureza é ter consciência e cidadania”, assinalou, informando que uma das responsabilidades dela, que gosta muito de plantas, é ajudar a conservar o meio ambiente.
 
O assessor do Juvam e representante do Verde Novo, Sergio Savioli, avaliou como relevante a blitz educativa no parque, justamente porque “essa foi mais uma maneira de alcançarmos nosso público, que é a população cuiabana em geral, cumprindo uma das diretrizes do Verde Novo no sentido de oportunizar o plantio e a conscientização ambiental às pessoas”.
 
Savioli frisou que arborização está ligada ao bem estar, à saúde pública, a melhoria da qualidade de vida da população, e, por isso, o Juvam, por meio do Verde Novo, procura fazer essa movimentação em diversos locais da Capital.
 
Durante a semana do meio ambiente, que antecedeu a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no domingo 05 de junho, o Juvam, com o Verde Novo, realizou intervenções ambientais em diversos pontos, além do Parque Mãe Bonifácia, como em shoppings centers, avenidas e em escolas da cidade, com plantio e distribuição de mudas de árvores e educação ambiental.
 
Verde Novo – Um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado pelo Juvam de Cuiabá, desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde e patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas. O projeto Verde Novo também conta com a parceria da TV Centro América e da Energisa, na divulgação.
   
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 1 – horizontal colorida, mulher com camiseta verde oliva recebendo muda de árvore de policiais ambientais. A mulher está acompanhada de uma menina com abrido de malha rosa e de um rapaz com camiseta preta. Foto 2 – horizontal colorida, educadora física Jéssica Oliveira, com blusa branca com detalhes em preto, segura muda de árvore. Foto 3 – horizontal colorida, caixotes de madeira com mudas de bacupari, goiaba e pitomba.
  
  
Álvaro Marinho/Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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