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Judiciário e PRE discutem ações para combater a violência contra mulher no polo de Rondonópolis

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A juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, e a superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), representada pelo policial Francisco Élcio Lima Lucena, ex-superintendente da corporação, realizaram nesta quarta-feira (09.08) reunião para discutir a criação de um grupo ou fórum permanente para fomentar campanhas de conscientização contra a violência doméstica e familiar no município e região. Todos concordam que a prevenção é, realmente, o melhor remédio.
 
A proposta é juntar as expertises, informações e projetos desenvolvidos por cada participante numa ajuda mútua e sistemática de disseminação de informações sobre a violência doméstica, que afeta não apenas a mulher, mas toda a família, inclusive o agressor. A próxima reunião será no dia 31 de agosto, na sede da transportadora TransOeste, quando será realizado o encerramento da campanha do mês Agosto Lilás.
 
Participaram, além de Mazarelo, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que está à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar, Polícia Civil, UFMT, Faculdade Anhanguera, empresa de transportes, sindicato de Transportes, entre outros.
 
De acordo com a Maria Mazarelo, a violência doméstica quando chega ao juiz já passou por diversas esferas. “Precisamos unificar a rede em Rondonópolis. Tem muita gente trabalhando solto, o que um faz o outro não sabe”, disse ela.
 
A magistrada apontou que existe na cidade uma Delegacia da Mulher, mas que não atende 24h. “À noite e nos fins de semana quem atende é o Cisc (Centro Integrado de Segurança e Cidadania). Precisamos de uma delegacia 24h em Rondonópolis. Queremos sair do grande encontro do dia 31 com uma carta de intenções para que a delegacia estenda seu horário de funcionamento para 24 horas e criação de vara específica contra crimes sexuais contra crianças e adolescentes.”
 
O policial Lucena disse que os números de crimes contra a mulher na cidade são alarmantes e é necessária a junção de forças para lidar com o problema. “A proposta inicial é usar as transportadoras que têm grande capilaridade para divulgar a campanha, não só no estado, mas em todo o Brasil. Precisamos criar uma consciência coletiva de paz, harmonia para que possamos encontrar um equilíbrio de convivência harmoniosa nas nossas relações sociais.”
 
A juíza titular da Comarca de Guiratinga, Grasiele Beatriz, falou que a violência dentro da família desencadeia uma série de problemas para a sociedade. “Temos audiências de segunda a quinta e todos os dias a gente se surpreende com um caso mais abjeto que o outro. Agressões gravíssimas. Precisamos agir de forma preventiva e ter várias frentes de atuação porque quando chega no Judiciário já é o fim da linha. A questão do aumento dos números de crimes me incomoda. Precisamos trabalhar a prevenção. O município é grande, vamos começar em escolas e envolver todo o pessoal da rede”, disse ela.
 
O delegado da Polícia Civil, Fernando Fleury da Mota, afirmou que o aumento dos indicadores de crimes, já é fruto do trabalho de conscientização que estão sendo realizadas individualmente por cada segmento. Ele disse que o número de inquéritos de crimes de violência doméstica dobrou em 2022, em relação ao ano de 2021.
 
“Acredito que as mulheres têm mais garantia de segurança para denunciar e combater as diversas situações de violência. Cada um por si só não pode resolver o problema, mas em grupo, com trabalho de prevenção, podemos. O trabalho preventivo, integrado, precisa continuar.”
 
O professor do Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas da Universidade Federal de Mato Grosso, (UFMT), Heinsten Frederich Leal dos Santos, disse que a universidade tem o compromisso de trabalhar com a sociedade, estar atenta às demandas pontuais, porque os pontos formam o todo. “São demandas extremamente relevantes para construir e fortalecer o seio familiar. De dentro da academia não conseguimos ver o quão cruel é a situação. Estamos indo atrás das demandas”.
 
Ele contou que está trabalhando no projeto de um aplicativo que poderá ajudar na coleta de informações para que gestores possam decidir no que precisam focar a atenção das campanhas, por exemplo. O usuário poderá interagir por inteligência artificial, mensagem ou e-mail. “Temos em Rondonópolis 480 agentes de saúde e 118 mil moradias. As agentes se comunicam diariamente com a população. A universidade pode capacitar as agentes para identificar casos de violência nas famílias, porque eles têm aplicativos e podemos acrescentar qualquer pergunta no programa dele”, explicou o professor.
 
A diretora da Faculdade Anhanguera Rondonópolis, Ana Paula Lucena, colocou os cursos de Psicologia, Fonoaudiologia e Nutrição à disposição da rede a ser criada.
 
O defensor público, Ricardo Morari Pereira, afirmou que o número de quem reincide na violência doméstica e descumpre medidas protetivas é baixo, mas o número de novos processos é alto. “A atuação repreensiva funciona muito bem, mas a prevenção para evitar novos casos não é. Então, a educação é importante para modificar o panorama. Vamos falar nas empresas, estender essa ação aos ambientes tipicamente masculinos, fazer combinados com sindicatos patronais para expor a violência doméstica, apresentar a comunicação não violenta enfim, tentar continuar levando educação para quem ainda não ingressou nos sistema.”
O tenente-coronel da PM-MT, Handersen, falou que somente este ano, a Polícia Militar já atendeu 425 vítimas em Rondonópolis
 
Ele contou que em Jaciara, existe uma parceria entre a Polícia Militar e a prefeitura e explicou a dinâmica do atendimento. “A equipe se depara com o crime, a Patrulha Maria da Paz faz visita à vitima, faz o relatório e encaminha para a Vara Especializada. A PM faz visita ao agressor, que é encaminhado para a assistência social da prefeitura, assim como as vítimas, principalmente as crianças que ficam com traumas.
 
Os policiais militares fazem palestras nas fazendas e empresas, com ambiente tipicamente masculino. Atuamos na repreensão e na prevenção. Além disso, quando a vítima decide romper com o agressor, mas por motivos econômicos não tem como voltar para sua cidade, ou estado de origem, a prefeitura de Jaciara paga a passagem para que o ciclo de violência acabe.
 
O tenente-coronel contou também que cerca de 80% das ocorrências de violência doméstica envolvem consumo de bebida. Outro fator é o ciúme. “As vítimas contam que a convivência é normal, mas quando bebem se transformam e ficam violentos.”
 
O professor pesquisador George Moraes de Luiz, do curso de Psicologia da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), estuda sobre a masculinidade. “Estudando a masculinidade, percebemos a importância de falar sobre o tema com os homens. Temos um grupo reflexivo com 14 módulos e tratamos de temas drogas, alcoolismo, esposa gestante, paternidade, comunicação não-violenta, projeto de vida entre outros, possibilitado a reflexão desses homens sobre sua própria vida e de sua família. O maior desafio é ampliar o serviço, porque temos muitos homens e a capacidade do curso é reduzido”, explicou ele.
 
A gestora de Recursos Humanos da transportadora TransOeste, Kamila Nascimento Santos Pinho, conta que dos 800 funcionários da empresa, 700 são homens. Por isso, semanalmente, uma psicológa, vai até a empresa conversar com os colaboradores. “Oferecemos esse auxílio porque não sabemos o que acontece dentro de casa. Não sabemos se a pessoa está passando por uma separação e não sabe lidar com isso, aí nasce a violência. E isso afeta a produtividade, afeta o relacionamento com os colegas, acarreta numa série de problemas”, explica a gestora.
 
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Rondonópolis e Região (SETCARR), Afonso Aragão, contou que conheceu o evento “Elas do Campo” e quis fazer o “Elas do Transporte”. No dia 12 de agosto será nosso primeiro encontro do Elas no Transporte, sobre a conscientização e combate à violência contra a mulher, na sede do sindicato”.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem. Print de tela mostrando os participantes da reunião virutal. 
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Coronel Roveri destaca investimentos e redução de crimes durante passagem pela Sesp-MT

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O coronel César Roveri voltou a destacar, nas redes sociais, ações e resultados relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).

Em uma publicação no Instagram, Roveri reuniu registros de iniciativas desenvolvidas durante sua gestão e mencionou investimentos no fortalecimento das forças de segurança, uso de tecnologia, integração entre as instituições e estratégias de enfrentamento à criminalidade.

Entre as ações citadas está o programa Vigia Mais MT, que ampliou o uso de câmeras de monitoramento em municípios do Estado. A tecnologia passou a ser utilizada como ferramenta de apoio às forças policiais, além de auxiliar em operações e no monitoramento de áreas estratégicas.

Dados divulgados pela Segurança Pública também apontaram redução em determinados indicadores criminais no período. Em 2024, os roubos de veículos em Mato Grosso registraram queda de 28% em relação ao ano anterior. Os furtos de veículos também apresentaram redução no mesmo intervalo.

Roveri também mencionou investimentos em equipamentos, tecnologia e efetivo como parte das medidas adotadas para reforçar a estrutura da segurança pública estadual.

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Cenário eleitoral

A publicação ocorre em meio à movimentação política do coronel, que é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Apesar do contexto eleitoral, a publicação analisada concentra-se na divulgação de ações e resultados atribuídos ao período em que Roveri comandou a Sesp-MT.

As informações sobre indicadores criminais e resultados apresentados na reportagem têm como base dados divulgados por órgãos públicos e informações atribuídas ao próprio coronel.

A legislação eleitoral estabelece regras para a divulgação de conteúdos relacionados a candidatos e pré-candidatos. A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. Até o início do período permitido, conteúdos jornalísticos devem manter caráter informativo, sem pedido explícito de votos ou elementos que possam caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

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