MATO GROSSO
Governo de MT distribui 170 mil mudas cítricas para pequenos produtores de 47 municípios
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) adquiriu 170 mil mudas cítricas para serem entregues aos pequenos produtores de 47 municípios de Mato Grosso para reforçar as culturas em Mato Grosso. Com investimentos de R$ 2,9 milhões de reais, estão sendo distribuídas gratuitamente para produtores que solicitaram apoio do Governo de Mato Grosso.
“Nosso objetivo é fortalecer os pequenos produtores de Mato Grosso nas culturas em que queiram e tenham aptidão para empreender. Essas mudas são de alta qualidade e rendimento e agregarão no desenvolvimento sustentável do empreendedor rural, além de ser mais uma fonte de renda. Para estas produções, nós já temos, inclusive, mercados estratégicos, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, destacou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.
No total, foram adquiridas 30 mil mudas de limão tahiti, 80 mil de tangerina poncã e 60 mil de laranja pera. Todas foram levadas ao campo experimental da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em Tangará da Serra, onde estão sendo retiradas pelos produtores ou representantes dos municípios beneficiados.
Teófilo José, pequeno produtor rural de Tangará da Serra, recebeu as mudas para ampliar a produção de frutas. “Eu já tenho um início de plantio com banana nanica e pitaya, além da produção de frango. Agora vou começar a plantar poncã e laranja, e depois quero ampliar a produção de banana também. Ter de tudo um pouquinho”, contou.
O secretário de Agricultura de Juína, Adalberto Rodrigues, ressaltou que a entrega das mudas feitas pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, irão fortalecer a agricultura familiar do município.
“Nós agradecemos ao governador Mauro Mendes pelo apoio que dá ao pequeno produtor rural da nossa região. O município de Juína foi atendido com 5.500 mudas de citrus, beneficiando 85 produtores que irão fazer pomares nas propriedades rurais”, disse o secretário.
As mudas entregues foram adquiridas de viveiros do Estado de São Paulo e Minas Gerais, conforme explicou o secretário adjunto de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, George Luiz de Lima.
“Essas mudas possuem características agronômicas e potencial genético superiores. Atualmente Mato Grosso está na 18ª posição do ranking entre os Estados Brasileiros de produção de limão e tangerina poncã e em 19º na produção de laranja. Nosso objetivo é fomentar os produtores para desenvolver cada vez mais estas culturas no Estado”, pontuou George.
Critérios para escolha
Para receber as mudas, foram selecionados municípios com condições ambientais favoráveis ao cultivo de citrus; em que a gestão municipal tivesse interesse no projeto; com disponibilidade de técnicos (da Empaer ou prefeituras) para orientação na implantação e condução das lavouras; e que tenham mercado para absorver a produção.
Uma vez definidos os municípios, foram selecionados pela Empaer para receber as mudas pequenos produtores que tivessem disponibilidade de irrigação, capacidade de investimento, demonstrasse aptidão e disponibilidade de mão de obra para implantação e manejo da lavoura, estivesse disposto a participar das atividades e eventos relacionados ao projeto, que está à frente da gestão da propriedade e que se comprometesse a adotar as orientações dos técnicos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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