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“Encontro com o Corregedor” debate redução de processos de Execução Fiscal e de demandas abusivas

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O evento virtual “Encontro com o Corregedor,” realizado na manhã desta quinta-feira (31), reuniu magistrados do estado de Mato Grosso para debater a Resolução nº 547 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que buscar soluções para o acervo de processos de Execuções Fiscais e a Recomendação CNJ 159/2024, de prevenção à litigância abusiva. 
 
Ao lado da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), Cristiane Padim, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, apresentou dados que mostram o acúmulo de 57.145 processos de Execução Fiscal na Justiça Estadual. Estes processos envolvem cobranças de créditos públicos, como IPTU, IPVA, ICMS, ISS e multas, que estão pendentes e foram inscritos em dívida ativa. Entre os municípios que mais demandam o Judiciário para Execuções Fiscais, Tangará da Serra lidera com 15.183 processos, seguido pela Comarca da Capital, com 10.802. Sinop aparece em terceiro lugar, com 9.036 processos; Várzea Grande, em quarto, com 7.495; e Lucas do Rio Verde fecha a lista dos cinco maiores demandantes, com 2.485 processos.
 
Durante o evento, Cristiane Padim, e o juiz responsável pelo Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais de Cuiabá, Francisco Ney Gaíva, presente virtualmente, destacaram as dificuldades do Judiciário para gerenciar o alto volume de ações fiscais. Desde 20 de fevereiro de 2024, o CNJ passou a adotar critérios para extinguir execuções fiscais com valor até R$ 10 mil que estejam paradas há mais de um ano e não tenham bens penhoráveis.
 
Padim destacou que essa medida visa reduzir a sobrecarga do Judiciário, que registra Taxa de Congestionamento de 88% em processos de execução fiscal em todo o país. A nova regra também pretende incentivar a recuperação de receitas municipais por vias extrajudiciais, como cobrança amigável e programas de refinanciamento (REFIS). “Nas visitas às prefeituras durante o projeto Corregedoria Participativa, o desembargador Juvenal tem incentivado o colega juiz a procurar o município, prefeito ou procurador, para buscar uma estratégia ligada à conciliação para recuperação dessa receita, principalmente em municípios menores, que a maior parte das ações são de valor inferior a R$ 10 mil”, lembrou.
 
O juiz Francisco Ney Gaíva afirmou que há iniciativas em andamento e a expectativa é que até o final do ano o acervo de processos de Cuiabá seja reduzido em 50%. “Na Capital, um termo de cooperação, que anteriormente previa a extinção de execuções de até R$ 5 mil agora se estende a R$ 10 mil, está ajudando a descongestionar o sistema judicial”. O magistrado citou ainda o caso de Tangará da Serra, onde o juiz Diego Hartmann, encaminhou um ato normativo para analise pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD-TJMT). “O ato promoverá um decréscimo no acervo significativo”. Além disso, Gaíva incentivou os colegas do interior a adotar medidas semelhantes, criando prazos curtos, de pelo menos um dia, para tramitação no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e extinção automática das execuções elegíveis.
 
O desembargador Juvenal Pereira elogiou a cooperação entre os magistrados e reforçou a importância do trabalho em conjunto para melhorar a eficiência e a agilidade no Judiciário. “O juiz Francisco Ney Gaíva se colocou à disposição para auxiliar outros colegas. É isso que enobrece o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso: Os colegas buscando auxiliar outros juízes para que seja efetivada a justiça, com celeridade e da melhor forma possível”, elogiou o corregedor.
 
Litigância Abusiva – Outro tema discutido no “Encontro com o Corregedor” foi a Recomendação CNJ 159/2024, de prevenção à litigância abusiva. A juíza auxiliar Cristiane Padim destacou o impacto negativo das ações abusivas no sistema de justiça, ressaltando que processos ajuizados em grande quantidade – muitas vezes sem fundamentação válida – acabam gerando uma sobrecarga no Judiciário e afetando os indicadores de tempo dos processos.
 
A juíza mencionou que, apesar do esforço constante para aumentar a produtividade, o sistema ainda enfrenta uma “avalanche” de novos casos. “Quanto mais produzimos, mais processos entram, e isso se torna um ciclo sem fim”, explicou. A fim de romper esse ciclo, o Núcleo de Monitoramento do Perfil de Demandas (Numopede), disponibilizou um novo painel, há cerca de 15 dias, para facilitar a identificação de ações abusivas.
 
A servidora Laryssa dos Santos, do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), apresentou as funcionalidades do painel, que visa auxiliar os juízes no filtro e na prevenção de litígios abusivos. Anteriormente, o juiz só conseguia monitorar a sua unidade, e agora a ferramenta permite que os magistrados monitorem processos de todo o Estado, possibilitando a detecção de padrões de demandas que possam ser fragmentadas, temerárias, frívolas ou até fraudulentas, oferecendo uma visão ampla e detalhada do perfil processual.
 
O juiz da Terceira Turma Recursal do TJMT, Valmir Alaércio dos Santos, elogiou o novo painel, afirmando que ela representará um avanço essencial na identificação da sobrecarga processual no Judiciário mato-grossense. “Essa nova ferramenta é muito boa, parabéns pelo trabalho realizado por vocês”, cumprimentou o juiz.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria inclui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1 – Banner eletrônico do evento Encontro com o Corregedor. Foto 2 – Corregedor, juíza auxiliar e assessoras participam do encontro virtual na sala de reuniões da CGJ e magistrados de forma remota. No monitor é possível ver janelas da plataforma Teams. Foto 3 – O corregedor e a juíza auxiliar ouvem as manifestações dos magistrados que participam virtualmente. Foto 4 – Apresentação do novo painel do Numopede. A servidora na primeira janela da plataforma fala sobre as funcionalidades da ferramenta.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Coronel Roveri destaca investimentos e redução de crimes durante passagem pela Sesp-MT

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O coronel César Roveri voltou a destacar, nas redes sociais, ações e resultados relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).

Em uma publicação no Instagram, Roveri reuniu registros de iniciativas desenvolvidas durante sua gestão e mencionou investimentos no fortalecimento das forças de segurança, uso de tecnologia, integração entre as instituições e estratégias de enfrentamento à criminalidade.

Entre as ações citadas está o programa Vigia Mais MT, que ampliou o uso de câmeras de monitoramento em municípios do Estado. A tecnologia passou a ser utilizada como ferramenta de apoio às forças policiais, além de auxiliar em operações e no monitoramento de áreas estratégicas.

Dados divulgados pela Segurança Pública também apontaram redução em determinados indicadores criminais no período. Em 2024, os roubos de veículos em Mato Grosso registraram queda de 28% em relação ao ano anterior. Os furtos de veículos também apresentaram redução no mesmo intervalo.

Roveri também mencionou investimentos em equipamentos, tecnologia e efetivo como parte das medidas adotadas para reforçar a estrutura da segurança pública estadual.

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Cenário eleitoral

A publicação ocorre em meio à movimentação política do coronel, que é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Apesar do contexto eleitoral, a publicação analisada concentra-se na divulgação de ações e resultados atribuídos ao período em que Roveri comandou a Sesp-MT.

As informações sobre indicadores criminais e resultados apresentados na reportagem têm como base dados divulgados por órgãos públicos e informações atribuídas ao próprio coronel.

A legislação eleitoral estabelece regras para a divulgação de conteúdos relacionados a candidatos e pré-candidatos. A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. Até o início do período permitido, conteúdos jornalísticos devem manter caráter informativo, sem pedido explícito de votos ou elementos que possam caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

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