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Candidatos realizaram prova para juiz leigo do Tribunal de Justiça

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O último domingo (15/05) foi de teste de conhecimento com a realização do processo seletivo unificado para juiz leigo das Comarcas de Cuiabá e Várzea Grande, na Universidade de Cuiabá (Unic), na capital mato-grossense. O certame, que foi promovido pelo Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), selecionará candidatos (as) para o cadastro de reserva, que serão habilitados (as) e credenciados (as) por dois anos, com opção única de prorrogação por igual tempo.
 
Segundo o presidente da Comissão de Apoio ao Processo Seletivo, juiz Sebastião de Arruda Almeida, a realização do processo seletivo tem o intuito de renovar o banco de cadastro de juízes leigos. “O último processo seletivo que nós fizemos foi em 2017, e conseguimos cerca de 180 aprovados, de lá para cá, alguns já estão encerraram contratos, mudaram para outros Estados ou alçaram novos voos, então precisamos repor nosso quadro. E por ser um serviço terceirizado, nós temos condições de fazer a seleção dos melhores profissionais”, afirmou.
 
O também juiz e membro da Comissão, Jorge Alexandre Martins, ressaltou a importância dos juízes leigos para o Tribunal de Justiça. “Hoje grande parte das sentenças dos juizados especiais são produzidas pelos juízes leigos com a orientação do juiz togado, então é preciso suprir a demanda. A cada dia que passa aumenta o número de processos nos juizados especiais, consequentemente a gente precisa elaborar mais sentenças e aumentar nossa força de trabalho qualificado”, apontou.
 
Já a juíza e membro da Comissão, Patrícia Ceni, destacou a aplicação de uma prova multidisciplinar. “Montamos um certame que tentou abranger não só aspectos específicos da legislação, mas também aspectos práticos de como proceder no dia a dia. Tanto que além da prova objetiva os candidatos realizaram uma prova de sentença”.
 
E apesar da prova multidisciplinar os candidatos estavam otimistas com a possibilidade da aprovação. O juiz leigo de Sinop, George Herverton Antônio Silva, realizou a prova já pensando na renovação do contrato. “Estou desde 2019, entrando em meu último ano de contrato, então como precaução já estou participando desse novo processo seletivo. Esses últimos três anos de trabalho foram bons, o magistrado é acessível e não tivemos problemas com cumprimento dos prazos. Então essa procura pela renovação do contrato foi natural”, detalhou.
 
Essa estabilidade proporcionada pelo processo seletivo foi um dos motivos que atraíram a advogada da capital, Nabila Gunsch. “A pandemia afetou muito a área do Direito e principalmente os advogados, então vejo como uma oportunidade de trabalho e também uma maneira de testar o meu nível de conhecimento”, disse.
 
Já a advogada, Juliana Camila F. S. de Lima, recentemente foi aprovada no processo seletivo de juiz leigo em Nova Mutum e agora faz o processo que unifica Cuiabá e Várzea Grande. “Eu passei em primeiro lugar na cota de negros e estou aguardando ser chamada. Esse processo é mais uma alternativa. Estou bastante confiante e acredito que o cargo de juiz leigo servirá como uma escada e um trampolim para a magistratura, que é o que realmente pretendo”, pontuou.
 
Outro ponto de destaque durante a realização do processo seletivo foi a disponibilização de uma sala de apoio para casos especiais. “É um espaço de acolhimento. Uma das participantes teve uma filha há apenas um mês e amamenta a criança, então o pai pode ficar com o bebê no local e ela pode parar para amamentar durante a prova sem redução do tempo. Além disso, também nos atentamos a acessibilidade dos participantes ao escolher o local de prova que tivesse rampas e elevador, assim como cadeiras para obesos”, contou a membra da Comissão de Apoio e diretora do DAJE, Karine Marcia Lozich Dias.
 
Compõe ainda a Comissão de Apoio ao Processo seletivo, os juízes membros, Valmir Alaércio dos Santos, Emerson Luis Pereira Cajango, Lamisse Roder Feguri Alves Côrrea, Otávio Vinicius Affi Peixoto, Lídio Modesto da Silva Filho, Luis Otávio Pereira Marques, a servidora do DAJE, Gracélia Terezinha Paim de Castro, a gestora geral da Comarca de Cuiabá, Elcy Furquim Rosa, a gestora administrativa, Amanda Meira Florentino de Figueiredo e a gestora- geral da Comarca de Várzea Grande, Rosana Maria de Souza Goulart.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1:  colorida. Estão perfilados os juízes membros da comissão, Sebastião, Patrícia, Jorge, Valmir e Lamisse. Foto 2: colorida. Pai troca fralda de filha com auxílio de fiscal.
 
Larissa Klein  
Assessoria de imprensa CGJ
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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