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Atletas estudantis de MT conquistam 12 medalhas nos Jogos da Juventude em João Pessoa

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Mato Grosso ficou entre os sete estados brasileiros com maior número de medalhas nos Jogos da Juventude, que ocorreram de 13 a 28 de novembro, em João Pessoa (Paraíba). Coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a delegação mato-grossense conquistou 12 medalhas nas modalidades de taekwondo, badminton, natação, wrestling e atletismo.

De acordo com o superintendente de Eventos Esportivos da Secel, Marcelo Cruz, a meta era colocar Mato Grosso entre os 10 melhores do Brasil.

“Conseguimos ficar entre os sete no quadro de medalhas, deixando estados que sempre estiveram na ponta para trás. É uma marca fantástica dentro dos Jogos da Juventude, que é a maior competição nacional escolar nessa faixa etária”, celebra Marcelo, que também chefiou a delegação nos Jogos.

O evento esportivo reúne os melhores atletas do Brasil, com até 17 anos, oriundos de escolas públicas e privadas de todo o país. Organizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), os Jogos da Juventude simbolizam o início da carreira de grandes esportistas brasileiros, como Darlan Romani e Alison dos Santos, a judoca Sarah Menezes e o mesatenista Hugo Calderano.

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De Mato Grosso, 157 atletas de diferentes municípios se classificaram para a competição nacional, após competirem nas etapas regionais e estaduais dos Jogos Estudantis promovidos pela Secel. A pasta também custeou a viagem da delegação a João Pessoa em parceria com a Federação Mato-grossense de Desporto Escolar (FMDE).

“Agradecemos ao governador Mauro Mendes, ao secretário David Moura, ao adjunto Beto Corrêa e a toda equipe Secel pelo empenho que possibilitou essa brilhante classificação de Mato Grosso nos Jogos da Juventude 2024”, complementa Marcelo.

Davi Lima, no salto triplo - Foto: Alexandre Loureiro/COB

Além das medalhas, dois mato-grossenses se sobressaíram batendo os únicos recordes do atletismo. No lançamento do dardo, Francisco Paulo Petri, de Marcelândia, atingiu 74,66m e superou o recorde de 10 anos, que era de 71,04m. No salto triplo, Davi Souza de Lima, de Cuiabá, cravou 15,55m, desbancando a distância que era 15,41m há oito anos.

No primeiro bloco, realizado de 13 a 16 de novembro, as competições abrangeram as modalidades de badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, taekwondo, tênis de mesa e tiro com arco. De 17 a 22 de novembro, as disputas foram de natação, ginástica artística, wrestling, vôlei de praia, triathlon e basquetebol. E de 23 a 28 de novembro, o terceiro e último bloco envolveu as modalidades de atletismo, esgrima, handebol e voleibol.

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Francisco Perri, recordista no lançamento de dardo - Foto: Alexandre Loureiro/COB

Confira as medalhas conquistadas por Mato Grosso:

Ouro (6)
Taekwondo: Jhennifer Cristina Pires, na categoria até 49 kg
Natação: Jordan Ferreira Torres, nos 100m costas
Atletismo: Francisco Paulo Petri, no lançamento de dardo
Atletismo: Rafael Tokashiki Souza, no salto em altura
Atletismo: Vitoria da Silva Marques, nos 3.000 metros
Atletismo: Davi Souza De Lima, no salto triplo

Prata (2)
Natação: Jordan Ferreira Torres, nos 50m costas
Atletismo: Aldo Neto Tserebre Tsere Uhi, nos 3.000 metros

Bronze (4)
Badminton: Jeferson Cristaldo e Jhonatan Damasceno, na dupla
Wrestling: Wandson Rodrigues de Deus, na luta livre até 110 kg
Wrestling: Kaylen Eduarda Gomes, na luta livre até 65 kg
Atletismo: Giovana Santana Reia, no lançamento de disco

A seleção feminina de handebol mato-grossense ainda conquistou o bronze da 2ª divisão dos Jogos da Juventude.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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