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Artigos de mestrandos de Direito são condensados em livro coordenado por juiz do TJMT

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A diferenciação entre as famílias do common law, ou direito comum na tradução para o português (baseada na tradição anglo-americana) e civil law (origem romano-germânica); a evolução e propósito dos precedentes judiciais; a separação dos Poderes e atuação das Cortes Constitucionais; institutos da moderna jurisdição e interpretação constitucional são alguns dos 10 artigos reunidos que compõem o livro “Processo Constitucional, entre modelos históricos, precedentes e decisões judiciais”, que acaba de ser impresso.
 
A obra, que tem o juiz Antônio Peleja, como coordenador é resultado de trabalhos acadêmicos do ano de 2020 da turma do Mestrado em Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT ), instituição de ensino na qual o magistrado leciona a disciplina “Direito Processual Constitucional”. “Este trabalho é o pontapé de uma coleção de Processo Constitucional, que traz luz aos fundamentos do constitucionalismo e os seus modelos históricos e filosóficos”, explica o juiz.
 
Em julho deste ano, Peleja completa 24 anos de magistratura, neste período escreveu 12 obras e foi coautor de um livro. Segundo ele, para o acadêmico de pós-graduação stricto sensu, mestrado e/ou doutorado, a publicação cientifica é o ápice da atividade intelectual. “O livro tem um valor especial para o aluno, pois eterniza o posicionamento daquelas pessoas sobre um assunto”, avalia.
 
O livro condensa o trabalho de 10 alunos do Mestrado e como professor, Peleja diz se sentir orgulhoso do resultado. “Todos os coautores que participaram da obra trabalharam com a verticalidade dos temas. São pesquisadores que se empenharam ao máximo na feitura destes artigos”, comenta. “O sonho do professor é que seus alunos frutifiquem seus estudos, que espalhem o conhecimento, seja na academia ou na atividade profissional. Há uma maturação da sociedade à medida que seus membros divulgam o conhecimento acadêmico, que não deve ficar apenas no ambiente acadêmico, ele deve servir para a evolução social”, reflete.
 
Uma das coautoras do livro é a mestranda Louise de Barros Ibarra Papa. Formada em Direito em 2017, ano que fez um intercâmbio na Universidade de Coimbra (Portugal), a chamada graduação “sanduíche”, que garante aperfeiçoamento da formação do estudante com a experiência internacional. Ela atua como advogada e ficou responsável pela revisão dos textos e é a organizadora da obra. “Este é meu primeiro livro. É um alegrai e uma honra esse feito, ainda mais na companhia do professor Peleja”, aponta.
 
“A obra representa uma realização como aluna do mestrado e como profissional. Esta especificamente é um a obra inaugural da coletânea de Processual Constitucional, então é um convite para os futuros alunos seja do mestrado, seja da graduação em produzir ciência. O maior motivo de alegria é que a obra representa a valorização da ciência”, define. A organizadora adianta que o grupo pretende fazer um evento de lançamento. “Ainda não temos data, mas como é um convite para outros alunos participarem da iniciação cientifica, da produção de ciência de qualidade, planejamos promover um ciclo de debates com os temas de cada artigo.”
 
O livro está à disposição dos interessados e interessadas no site da Editora CRV, e custa R$ 59,00.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição das imagens:  
Imagem 1 – Foto do juiz Antônio Peleja. Ele usa máscara facial branca, traja terno cinza, camisa branca e gravata azul turquesa. Está em um ambiente aberto, sentado em uma cadeira de madeira. Apoia o antebraço esquerdo em uma mesa de madeira, segura o livro com a mão esquerda e olha para uma das páginas da obra enquanto com a mão direita percorre as folhas do livro. Ao fundo há folhagens naturais.
Imagem 2 – Foto da organizadora da obra. Louise Papa está sentada em uma poltrona vermelha, veste calça jeans clara, blusa e máscara facial brancas. Ela segura o livro com as mãos sobre o colo. Ao fundo estantes de madeira escura com vários livros.
 
 
Alcione dos Anjos/Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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