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WIKA apresenta soluções para alimentos e bebidas na Fispal

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WIKA, empresa com mais de 80 anos de atuação em tecnologia de medição e instrumentação industrial, marca presença na Fispal Tecnologia 2026 com um portfólio voltado às exigências do setor de alimentos e bebidas. O evento, voltado à tecnologia, inovação e negócios para a indústria alimentícia da América Latina, acontece de 16 a 19 de junho no São Paulo Expo, em São Paulo. A empresa recebe visitantes no estande D170.

Na feira, a WIKA apresenta soluções desenvolvidas para responder aos principais desafios do segmento: precisão na medição, conformidade com padrões higiênicos rigorosos e redução de downtime nas linhas de produção.

Instrumentação higiênica in line com certificações internacionais

O destaque da participação da WIKA é sua linha de soluções in line, projetadas para eliminar os riscos associados às conexões em T convencionais, configurações amplamente utilizadas na indústria, mas que criam pontos cegos propícios à contaminação cruzada. As soluções in line da empresa garantem o desempenho contínuo da produção sem paradas inesperadas, com certificações EHEDG, 3A, Ex e FDA.

Entre os produtos em exposição está o TIF50-F, termômetro com design higiênico que facilita a limpeza e elimina pontos de acúmulo, garantindo medições seguras e consistentes.

Também fazem parte da apresentação o TR10 e o TC10, ambos com certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que aliam alta precisão, robustez e resposta rápida, atributos essenciais para o controle de processos em ambientes de alto padrão sanitário.

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Completam o portfólio o transmissor digital de temperatura T38, que oferece monitoramento preciso e elevada proteção contra interferências eletromagnéticas; o transmissor de processo in line DMSU22SA, desenvolvido com design higiênico, fácil limpeza e conformidade com normas sanitárias, além de integração IO-Link para rastreabilidade, diagnósticos inteligentes e suporte a auditorias; e o manômetro digital CPG1200, indicado para medições precisas e confiáveis em campo ou laboratório.

A empresa também expõe o medidor de vazão ultrassônico FLC-CS4, equipado com a tecnologia Clamp Sonic™ 4 (clamp-on), que permite medições sem contato com o fluido e sem intervenções na tubulação, possibilitando instalação sem parada da operação e reduzindo as necessidades de manutenção e calibração. O estande também traz os selos diafragma da WIKA, disponíveis em versões com conexão estéril, conexão asséptica resistente a processos SIP, braçadeira TRI-CLAMP® e sistema compacto com diagnóstico visual de erros, garantindo a proteção dos instrumentos de pressão mesmo nas aplicações mais exigentes.

“A indústria de alimentos e bebidas opera sob exigências cada vez maiores de segurança, rastreabilidade e eficiência operacional. Nosso objetivo é apoiar esse cenário com soluções que combinam precisão de medição, conformidade com os mais rigorosos padrões sanitários e tecnologias capazes de reduzir paradas e aumentar a confiabilidade dos processos. Mais do que fornecer instrumentos, atuamos como parceiros dos clientes no desenvolvimento de projetos que contribuem para ganhos de produtividade e qualidade ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirma Fernando Carreteio, diretor comercial da WIKA.

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Tecnologia de pesagem para silos e envasadoras

A WIKA apresenta ainda suas soluções de pesagem industrial, com células de carga de alta repetibilidade indicadas para silos, balanças e linhas de envase. A tecnologia oferece medição precisa em tempo real, redução de desperdícios e integração com sistemas industriais, benefícios especialmente relevantes para o agronegócio e para indústrias com processos automatizados.

Projetos sob medida

Além dos produtos, a empresa oferece desenvolvimento de projetos personalizados a partir do diagnóstico de cada processo produtivo, abrangendo medição de nível, vazão, temperatura e pressão. A abordagem consultiva, conduzida por especialistas de produto, permite identificar a solução mais adequada para cada aplicação.

Sobre a WIKA

A WIKA atua em tecnologia de medição, com mais de 80 anos de experiência e presença em mais de 100 países. No Brasil, possui um portfólio abrangente para os setores industrial, químico, petroquímico, farmacêutico e de alimentos e bebidas.

Mais informações: wika.com/pt-br



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Déficit de saneamento mobiliza agenda em vários estados

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Quando se fala em saneamento básico, os indicadores mostram que o Brasil ainda enfrenta desafios para ampliar o acesso aos serviços essenciais. Atualmente, mais de 32 milhões de pessoas vivem sem água potável e mais de 90 milhões não contam com coleta ou tratamento de esgoto, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A ausência desses serviços tem impactos que vão além da infraestrutura urbana. Estudos e indicadores do setor apontam que a falta de saneamento está associada a problemas de saúde pública, que, por consequência, reduzem a qualidade de vida da população, afetam o desempenho escolar de crianças e adolescentes, além de influenciar as condições de desenvolvimento social e econômico das comunidades.

Embora o Novo Marco Legal do Saneamento tenha estabelecido metas para ampliar a cobertura dos serviços nos próximos anos, a universalização do acesso ainda depende da realização de obras de infraestrutura, da ampliação dos investimentos e da participação de diferentes setores da sociedade no debate sobre o tema.

Para ampliar essa conversa, o Instituto Aegea está promovendo a plataforma Saneamento Salva, iniciativa que reúne informações, estudos, entrevistas, especialistas e lideranças para discutir como o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário pode transformar a vida das pessoas.

A agenda do Saneamento Salva teve início em abril, com eventos em Manaus (AM) e Belém (PA). Em maio, as atividades passaram por municípios do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Neste mês, os encontros chegaram a Teresina (PI), Rondônia e Espírito Santo, reunindo representantes do poder público, profissionais da saúde, educadores, lideranças comunitárias, pesquisadores e integrantes da sociedade civil.

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No encontro realizado no início de junho em Teresina (PI), o médico Drauzio Varella participou das discussões e abordou os impactos da falta de saneamento na saúde pública brasileira. Durante sua fala, relembrou a realidade vivida pelo país em décadas passadas e destacou o papel do saneamento na redução da mortalidade infantil e no aumento da expectativa de vida.

Segundo ele, as doenças relacionadas à ausência desses serviços, como verminoses e infecções gastrointestinais, ainda representam um desafio, especialmente entre crianças. “A falta de saneamento está relacionada principalmente às verminoses e às infecções gastrointestinais, que afetam especialmente as crianças. Eu ainda era menino quando ouvia que o grande problema da saúde pública brasileira era a falta de saneamento. Oitenta anos depois, continuamos discutindo o mesmo tema”, afirmou. O médico também ressaltou que os benefícios são percebidos desde os primeiros investimentos. “O saneamento, quando começa, já modifica a saúde pública. Não é preciso esperar a conclusão de todas as obras para perceber os resultados”, completou.

Para Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea, a universalização dos serviços exige participação de diferentes setores da sociedade. “O saneamento afeta diretamente o cotidiano das pessoas e seus efeitos vão além da infraestrutura. O acesso à informação é importante para que a população compreenda os impactos da falta desses serviços e participe dessa discussão”, ressalta.

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Estudos apontam que a ausência de saneamento adequado está associada à maior incidência de doenças de veiculação hídrica e a problemas que afetam o desempenho escolar, a produtividade do trabalho e as condições de desenvolvimento das comunidades.

Em 2024, o Brasil contabilizou 344 mil internações por doenças de transmissão hídrica. Isso comprova que a falta de saneamento traz grandes impactos à vida do brasileiro e sobrecarrega todo o sistema de saúde com doenças que poderiam ser evitadas. De acordo com estudo do Instituto Trata Brasil de 2024, intitulado “Saneamento é saúde: como a falta de acesso à infraestrutura básica impacta na incidência de doenças (DRSAI)”, a falta de saneamento básico afeta sobretudo as mulheres e crianças que vivem em locais vulneráveis, que são pretas, pardas e indígenas. Crianças de até 4 anos e idosos representam 20% dessas internações.

“O debate ocorre em um momento em que o país busca avançar no cumprimento das metas de universalização do saneamento. Embora os desafios permaneçam significativos, a ampliação do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto está entre as medidas necessárias para melhorar indicadores de saúde pública e reduzir desigualdades históricas relacionadas à infraestrutura urbana”, finaliza Édison.



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