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Copa e eleições inflam custo de anúncios

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O segundo semestre de 2026 concentra, em menos de cinco meses, três dos maiores eventos de pressão publicitária do calendário brasileiro: a Copa do Mundo (junho a julho), as eleições municipais (outubro) e a temporada de Black Friday e Natal (novembro e dezembro). A sobreposição inédita desses três eventos em um único semestre torna o planejamento de métricas realizado agora, em junho, uma das decisões mais estratégicas que uma equipe de marketing pode tomar no ano.

O impacto da Copa do Mundo sobre o consumo já está quantificado. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil indica que 60% dos consumidores brasileiros pretendem fazer compras de produtos ou serviços relacionados ao torneio, o equivalente a 99,2 milhões de pessoas. Para as marcas, o evento amplifica a atenção do consumidor a anúncios e acelera decisões de compra, mas também intensifica a disputa por espaços publicitários digitais, pressionando os custos de mídia no período do torneio.

Na sequência, as eleições municipais de outubro introduzem uma segunda camada de competição. Em períodos eleitorais, o CPM (custo por mil impressões) é inflacionado pelo volume de verba política depositado em janela curta e pela amplitude dos públicos dos candidatos, que competem diretamente com as segmentações das marcas comerciais. Para empresas sem uma estrutura de campanhas eficiente antes de outubro, o resultado é pagar mais para atingir o mesmo público.

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Ao final do semestre, a Black Friday e o Natal fecham o ciclo com o maior pico de investimento publicitário do ano. O padrão é consistente: conforme dados do Cenp-Meios reportados pela Exame, o mercado publicitário brasileiro movimentou R$ 19,4 bilhões em mídia via agências nos primeiros nove meses de 2025, crescimento de 9,07% frente ao mesmo período do ano anterior, quase quatro vezes acima do Produto Interno Bruto (PIB). A distribuição histórica confirma que o quarto trimestre responde pela maior fatia anual dos aportes.

O efeito cumulativo desses três eventos sobre as métricas de marketing é direto. CAC e ROAS são impactados pelo custo dos leilões de mídia: quando mais anunciantes disputam o mesmo público simultaneamente, o custo por clique sobe e, sem estruturas de campanha otimizadas, o retorno sobre investimento cai. Marcas que chegam ao segundo semestre sem ter revisado KPIs, redistribuído verbas por canal e testado criativos tendem a pagar mais por resultados equivalentes aos do primeiro semestre.

“O segundo semestre de 2026 é diferente dos anteriores. Copa, eleições e Black Friday nunca coexistiram no mesmo ciclo com essa intensidade. Quem não revisou métricas em junho vai chegar em outubro pagando CPM inflacionado sem ter estrutura de campanha pronta para competir. A revisão semestral de KPIs não é boa prática opcional: é o que separa uma operação de mídia lucrativa de uma que queima verba em período de alta concorrência”, avalia Francisco Andrade Sá, head de mídia da Ocupe.

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A revisão das métricas no meio do ano envolve três dimensões principais: análise da eficiência atual dos canais com base nos dados do primeiro semestre, redistribuição de verba para priorizar os canais com melhor ROAS histórico por categoria e planejamento antecipado de criativos e estruturas de campanha para cada evento do segundo semestre. Marcas que concluem esse processo em junho chegam a outubro com campanhas testadas, lances calibrados e histórico de conversão acumulado, o que reduz o custo real de aquisição justamente quando a concorrência é máxima.

Sobre o porta-voz

Francisco Andrade Sá é head de mídia na Ocupe. É também especialista em mídia paga, performance digital e gestão de campanhas de alto volume para marcas de diferentes portes e segmentos.



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Reputação e comunicação protegem o valor de grandes marcas

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Para quem comanda uma corporação, mais da metade do valor do negócio hoje depende de um ativo que não aparece no balanço patrimonial físico. Estudos globais da Weber Shandwick e da Edelman revelam que 63% do valor de mercado de uma empresa está diretamente atrelado à sua reputação, e mais de 60% dos investidores decidem onde alocar capital baseados puramente na confiança que têm em uma marca.

No dia a dia das holdings, das indústrias ou dos gigantes do agronegócio, isso significa que um ruído na comunicação ou uma crise mal gerida não geram apenas “notícias negativas”; eles destroem margens de lucro, travam lançamentos e desvalorizam ativos financeiros. A comunicação, portanto, é uma pauta de governança, de fortalecimento de marca e de proteção de patrimônio.

Foi com esse foco que o Conselho Federal de Corretores Imobiliários (Sistema COFECI-CRECI) escolheu a Rotas Comunicação para liderar a comunicação do projeto Observatório Imobiliário Brasileiro e a oficina magna sobre tendências corporativas em seu congresso nacional, o CONVENSI, realizado recentemente em Foz do Iguaçu.

A palestra foi ministrada pela diretora da Rotas Comunicação, a jornalista Larissa Andrade, com mais de três décadas de experiência atendendo corporações globais e nacionais. O encontro reuniu comunicadores das 27 unidades da federação, CRECIs, que chancelaram a inteligência da agência como a linha de frente na construção de narrativas macro focadas em dados de mercado por meio do Observatório Imobiliário Brasileiro.

Por que a comunicação tradicional falha com o grande empresário?

“O dono de uma empresa com operação nacional sabe que o Brasil não é homogêneo. Uma estratégia de comunicação centralizada e idêntica costuma falhar porque ignora as diferenças regionais. Uma usina instalada no Nordeste, uma incorporadora que atua com corretores de todo o país ou operação do agronegócio, por exemplo, precisa falar a língua de grandes centros urbanos, mas também precisa de forte trânsito e respeito junto às comunidades no interior do país”, explica a jornalista Larissa Andrade.

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A resposta da Rotas Comunicação para essa complexidade é o modelo de comunicação corporativa em rede. Funcionando de forma análoga aos grandes marketplaces de tecnologia, a agência mantém a inteligência analítica, a estratégia e o controle de imagem centralizados, enquanto células ou parceiros regionais operam, trazendo a filosofia de cada área e fortalecendo a comunicação com os veículos de imprensa de seu estado.

“Estruturamos uma proposta focada na personalização de pautas, o que condiz com a necessidade do consumidor moderno. O modelo de parcerias é colaborativo, funciona com alta performance no caso do Conselho Federal. No caso de grandes empresas privadas, contamos com equipes dedicadas a alvos alinhadas com assessores que atuam de forma macro. Um modelo que se traduz em vantagens como: a difusão nos veículos certos, além da capacidade de identificação de crises e ruídos locais na raiz, antes que ganhem escala”, compartilha a executiva.

Dados transformados em argumento de mercado: o projeto OIB

O que move o ponteiro dos negócios e serve de base à imprensa para o desenvolvimento de matérias são os dados. Essa transição da comunicação operacional para a analítica é o core business da Rotas, materializado no projeto do Sistema COFECI-CRECI, o Observatório Imobiliário Brasileiro (OIB), operacionalizado pela FEPESE.

A agência foi contratada para coordenar a comunicação jornalística desse hub de dados macroeconômicos e índices setoriais. O papel da Rotas é traduzir estatísticas em informações estratégicas que balizam as decisões dos Conselhos Regionais (CRECIs), os dados e informações úteis aos corretores de imóveis e municiar as assessorias dos regionais e a grande imprensa.

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“Essa inteligência de comunicação proposta atende a um cenário global irreversível e à principal dor das corporações atual: a necessidade urgente de transformar números técnicos, relatórios e metas de conformidade em uma comunicação sólida, capaz de atrair fundos de investimento e valorizar marcas, filosofia de organizações e o preço do negócio perante o mercado”, destaca Larissa Andrade.

C-Level: o avanço do projeto “Solte a sua Voz”

O debate técnico liderado por Larissa Andrade operou com auditório lotado e se estendeu além do horário previsto devido ao interesse das assessorias de imprensa em fortalecer a área, cada vez mais importante para empresas e instituições. Muitas vezes, os próprios executivos de ponta não dominam os códigos da comunicação contemporânea ou não sabem como se posicionar diante da mídia.

Para resolver essa lacuna de liderança, a Rotas Comunicação colocou em andamento, ainda no ano passado, o projeto “Solte a sua Voz”. A iniciativa atinge sua maturidade este ano e prevê o lançamento de seu primeiro módulo técnico e de um e-book exclusivo desenvolvido especificamente para CEOs, presidentes, conselheiros e diretores de marketing.

O programa foi desenhado para instrumentalizar a alta gestão sobre os mecanismos práticos de comunicação ativa e reputação de audiência. Ao unir o treinamento de líderes do “Solte a sua Voz”.

“Nossa proposta é entregar ao Conselho Federal, aos nossos clientes em geral e ao mercado uma solução completa de proteção, de divulgação e de valorização de marcas, sintonizada com as necessidades da imprensa, dos comunicadores e do PIB nacional”, conclui.



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