CUIABÁ

Rondonópolis

Maior competição de futebol amador de Rondonópolis começa sábado (29)

Publicados

Rondonópolis

O Estádio Municipal Engenheiro Luthero Lopes será palco, no próximo sábado (29), de um momento especial para o esporte de Rondonópolis. A praça esportiva sediará a abertura oficial da 1ª Copa Integração “Unindo Bairros, fazendo amigos”, com atletas de diferentes bairros da cidade em uma competição que promete movimentar o futebol amador nos próximos meses. 

A programação de abertura terá como primeiro jogo um amistoso feminino, marcando oficialmente o início do campeonato. No mesmo dia, também será realizado o primeiro jogo masculino e o sorteio das equipes e dos confrontos da competição. Após a abertura, os demais jogos da categoria feminina serão disputados no Mini Estádio do Jardim Tropical. 

A expectativa é de que cerca de 1.700 atletas participem da competição, representando 64 equipes masculinas e 16 equipes femininas. Mais do que a disputa pelo título, a proposta é reunir comunidades, incentivar a prática esportiva e criar momentos de convivência e integração entre moradores de diferentes regiões de Rondonópolis. Os jogos ocorrerão em diversos campos espalhados pelos bairros.

Leia Também:  Veteranos planejam assalto em comédia de ação 'Velhos Bandidos': 'O maior time'

Os preparativos para o início da competição já estão em andamento. Na última sexta-feira (21), representantes das equipes e árbitros participaram do congresso técnico realizado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) Padre Lothar, antigo CSU.

Durante o encontro, foram repassadas orientações sobre o regulamento e a organização dos jogos. As equipes também foram orientadas sobre a importância da lealdade, do respeito e do espírito esportivo dentro e fora de campo. 

A intenção é que a Copa Integração contribua para resgatar a força do futebol amador em Rondonópolis, valorizando os atletas que representam seus bairros e incentivando a participação das comunidades. 

Ao todo, serão distribuídos cerca de R$ 100 mil em premiação, além de troféus e medalhas para campeões e vice-campeões e premiações para os destaques individuais da competição. 

A realização da 1ª Copa Integração “Unindo Bairros, fazendo amigos” conta com o apoio da Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Esporte e Lazer, além de outros parceiros.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Rondonópolis

Alunos da Escola de Música da Vila Operária descobrem benefícios que ultrapassam o prazer da sonoridade

Publicados

em

Expressão
artística que permitiu a superação de uma depressão, a música
existe na vida de Ivanei Rosa de Lima desde a adolescência. “Comecei
a tocar clarinete na orquestra da igreja aos 14 anos”, lembra ela e
conta quando, mais adiante, já mãe de duas crianças, durante uma
situação crítica, a música foi seu bálsamo: “Foi uma fase
difícil em que, logo após o divórcio, fui demitida da empresa onde
eu trabalhava há 13 anos. Nesse momento delicado, ao tocar as
composições musicais, encontrei o conforto que estava precisando e
passei a praticar cada vez mais. Nesse período, também fui
trabalhar como voluntária nas apresentações da Banda Municipal”.

Professora
de matemática, além de musicista, Ivanei observa que o efeito da
música na vida das pessoas tem um alcance que, muitas vezes, vai
além da beleza do som que ouvimos. Ela comenta que, naquele período,
ao levar as peças clássicas ao público, um novo ânimo se acendia
em seu ser. “A música me resgatou do fundo do poço. Nos ensaios
da Banda Municipal eu conseguia esquecer os problemas pelos quais
estava passando e relaxava. Estava me sentindo tão pequena que,
quanto era convidada a estar nas apresentações como integrante da
banda, eu percebia que estava viva, que existia. Com as palmas e o
reconhecimento da plateia, notava que, usando meu dom, podia fazer
bem às pessoas”, desabafa a artista.

Paralelamente,
ao reparar que seu filho mais velho, Aldo Rogerio de Lima Guimarães,
na época com seis anos, já apresentava o mesmo pendor melódico, a
professora passou a estimular essa tendência no garoto. “Foi em
2019, pouco antes da pandemia. O Aldo demonstrou um interesse muito
grande pela música. Quando veio o período do Coronavírus e tivemos
que ficar em casa, ele começou a pesquisar sobre o assunto na
internet, pois já conhecia a flauta, que foi o primeiro instrumento
com o qual teve contato”, rememora ela.

DNA
MUSICAL

Logo
em seguida, o menino ganhou um teclado do pai. “Foi nesse momento,
com o estudo que fazia on-line, que ele começou a colocar as músicas
nas partituras, de ouvido. Quando voltou para as aulas presenciais na
Escola da Vila Operária, os professores constataram que ele tinha
ouvido absoluto”, cita ela a respeito das lições recebidas na
Escola Municipal de Música Adão Casemiro de Oliveira, enquanto o
filho, a seu lado, explica: “Consigo reconhecer as notas tocadas
com muita facilidade”, sobre a capacidade que tem para identificar
esses registros sonoros apenas ao escutá-los, sentir os sons e
entender as frequências e vibrações produzidas. E melhor:
executá-las com maestria.


no retorno às salas de aula para aperfeiçoar seu talento,
Aldo se interessou por outros instrumentos e começou a tocar,
também, clarinete. Realizando as tarefas,
após
dois meses de frequentando a
escola, foi convidado a
integrar a Banda Municipal. “Sempre
achei muito fácil escrever as notas das músicas que ouvia e também
tocar instrumentos. Assim que comecei a participar da banda percebi
que fluía,
achava bem simples produzir
o som. Gosto de ouvir todos
os instrumentos, mas os que prefiro são piano e clarinete.
E também me identifico mais com o estilo clássico”, compartilha
Aldo que, hoje, tem 12 anos.


Ocupando,
atualmente, uma cadeira como membro da Orquestra Municipal de
Rondonópolis, Ivanei relata que fez questão de proporcionar ao
menino a mesma trajetória de estudo que realizou até se tornar
profissional da música: “Como eu iniciei minha prática na igreja,
mas aperfeiçoei meu aprendizado na Escola de Música da Vila
Operária, também quis que meu filho tivesse essa oportunidade de
ensino”.


Ela recapitula
o momento em que notou que o garoto tinha a mesma habilidade musical
que carregava consigo e que esse fato lhe trouxe um ânimo ainda
maior. “Ao ver que o Aldo apresentava a mesma inclinação musical
que eu possuía, me senti ainda mais motivada a me debruçar sobre
essa aptidão e estimulá-lo”, afirma, declarando sua paixão:
“Tocar, para mim, é algo muito natural, que faz parte de quem sou.
A música está dentro de mim, é uma realização. Eu amo a música”.

Leia Também:  Prefeito participa de lançamento de jornal produzido por estudantes de Jornalismo

OUVIDO
ABSOLUTO


Essa
sensibilidade aguçada para a música é reconhecida e exaltada pelo
professor de violão da Escola Adão Casemiro de Oliveira, o
violonista Nilton Abreu de Oliveira, que ensina o instrumento para
Aldo. “Sua aptidão para a música desabrochou a partir das aulas
de solfejo, quando ele conheceu as notas musicais e, em seguida, a
partitura e as memorizou, pois apresenta uma percepção e memória
musical muito apurada”, especifica o mestre, que o acompanha e está
atento ao que chama de “explosão de musicalidade para a qual o
Aldo canaliza todo o seu potencial”.


Maravilhado
com a habilidade do aluno, Nilton detalha que “acordes, notas,
intervalos, ritmos e melodias, enfim, todos esses elementos estão
internalizados no Aldo através do primeiro instrumento com o qual
ele teve contato, que foi a flauta. Só que essa internalização
musical ocorre de forma assombrosa, fenomenal e fora do comum,
especialmente na idade dele. Isto significa que ele ouviu os sons um
dia e os guardou na sua mente”.


Todas essas
qualidades para sentir o tom musical e repeti-lo sem precisar ler o
símbolo indicativo da nota, mas apenas pela percepção – que
definem o ouvido absoluto – permitem, de acordo com o professor,
que o adolescente assimile sons e os reproduza como se tivesse anos
de estudo. “Ele apresenta uma performance para sua idade que só é
vista em quem já está no conservatório, com elevado grau de
conhecimento, especialmente da música erudita”, avalia o mestre.


A respeito
desse desempenho, o violonista afirma que Aldo pode ser considerado
tanto um prodígio quanto um virtuose. “Ele compreende qualquer
partitura que coloquemos em sua frente. Agora, precisa apenas
entender a técnica, a peculiaridade de cada instrumento para
conseguir extrair deles as músicas. E essa particularidade que o
Aldo apresenta é algo inexplicável
racionalmente, é extraordinário”, declara.


Nilton
esclarece a diferença entre as duas características: “O virtuose
é aquele que executa com maestria uma nota lenta bem tocada ou
várias notas rápidas. Para chegar a esse nível é preciso muita
dedicação e disciplina, atitudes que o Aldo tem em relação à
música. E o prodígio, por sua vez, é aquele que manifesta o dom
muito cedo e de forma
inusitada.
Mas não acredito que
uma pessoa nasça tocando. Ela precisa, de qualquer modo, de um
contato musical, de uma referência que desencadeie essa habilidade
inata”.


Ainda
sobre a genialidade do
aprendiz para a música,
o professor vaticina:
“Musicalizado, ou
seja, alfabetizado musicalmente, o
Aldo já é. A
percepção dele para a música é fantástica.
Juntando o estudo da técnica com a aptidão que lhe é inerente, ele
vai tocar absurdamente. E tem tudo para ser um exímio
multi-instrumentista”.

DO
MAIOR À MENOR

Inspirando-se
na mãe e no irmão, a pequena Rosa Gabriela de Lima Guimarães, de
nove anos, também quis aprender música. “Eu via minha mãe
tocando na igreja e ficava com vontade de tocar junto com ela”, diz
a menina, que também estuda na Escola Adão Casemiro de Oliveira. Ao
dividir sua vontade com Ivanei, a caçula da família foi prontamente
atendida. “Falei para ela que queria participar da orquestra
também”, recorda-se.

Satisfazendo
o anseio da filha, a musicista perguntou
a Rosa qual instrumento ela queria aprender. “Pedi para estudar
escaleta”, assinala a miúda. Já sedimentando seu futuro e
buscando prepará-la para ser uma instrumentista, caso mantenha essa
aspiração até a vida adulta, Ivanei respondeu que, se Rosa
quisesse participar da orquestra, ela precisaria ter lições de
música. “Eu gostei da ideia. Então, mamãe me matriculou na
Escola de Música da Vila Operária”, vibra a garota ao descrever a
atitude da mãe.

Leia Também:  Sentido da Rua Luiz Clemente mudará para mão única


Empolgada com
o conhecimento que vem adquirindo, a menina contabiliza suas
conquistas: “A primeira música que toquei foi ‘O pastorzinho’.
Foi minha mãe que me ensinou. É aquela que canta dó, ré, mi, fá,
fá, fá, dó, ré, dó, ré, ré, ré, dó, sol, fá, mi, mi, mi…
Depois, o Aldo me ensinou outras músicas. Eu também gosto de tocar
algumas no teclado do meu irmão”. Orgulhosa, Rosa comemora: “Eu
já estou aprendendo a ler a partitura”.


Sonhadora, a
artista mirim faz planos. “É muito legal ver minha mãe tocar. Eu
quero fazer igual a ela quando crescer”, idealiza, revelando que a
música também contagiou outro integrante da família: “Junto
comigo, minha avó também começou a frequentar as aulas de música”.

NÃO
AO
ETARISMO

Apaixonada
pelo som do violino, dona Isabel Bento de Lima, de 78 anos, procurou,
anteriormente, uma instituição para aprender o instrumento, mas foi
alvo de etarismo. “Aos 60 anos eu tentei me matricular em uma turma
para estudar violino. Porém, não me aceitaram por causa da minha
idade”, lamenta sobre a negativa que recebeu na época. “Eu
fiquei muito triste e chocada, porque sabia que era capaz, tinha
potencial para tocar e vontade de aprender”, desabafa.

O
tempo passou e, após a pandemia, surgiu a oportunidade. “Foi na
escola de música do Município, que estava oferecendo lições de
música para pessoas com mais idade. Eu estava com 75 anos. Entrei na
turma de violão. Esse foi o primeiro passo para a realização do
meu sonho”, explana a mãe de Ivanei.

Pouco
depois, dona Isabel passou a fazer aulas do instrumento que tanto
admirava. “Foi na mesma escola municipal. O violino era o que eu
queria, porque acho seu som o mais bonito de todos. Eu pensava que
era fácil. Mas não é, não. De qualquer forma, só de aprender já
estou feliz”, destaca ela. Ao frequentar o curso, a matriarca da
família Lima descobriu outras afinidades musicais. “Notei que o
teclado é um dos instrumentos mais fáceis. Então, para praticar,
estou fazendo aulas de teclado e violão”, afirma.

Mas,
não foi somente a realização pessoal que dona Isabel atingiu ao
participar das aulas na Adão Casemiro de Oliveira. A presença da
musicalidade em sua vida provocou sensação de bem-estar e
tranquilidade. “Hoje, ao viver meu sonho de estudar música,
sinto-me feliz, plena. Minha mente entrou em um estado de paz. Agora
que me inseri na música, nada me abala”, proclama.

UNIVERSALIDADE

Inclusiva,
a música acolhe e une pessoas independentemente da idade, classe
social, gênero ou qualquer outra diferença. “Para estudar música
não há idade, mas ajustes de acordo com a fase da vida”, defende
o professor Nilton, que, além de ministrar as aulas para o Aldo,
também ensina a Rosa e a dona Isabel em turmas diferentes.

Os
ganhos são enormes, conforme o violonista. “Alunos mais velhos
podem aprender música e, inclusive, se desenvolverem muito bem. Os
benefícios que esse aprendizado traz são incomensuráveis. A
musicalidade provoca felicidade e, quando percebe que consegue tocar,
o aprendiz tem sua autoestima e autoconfiança elevada. Sem falar na
interação social que ela promove”, resume o mestre.

Assim,
transcendendo o simples deleite estético, abarcando sensações e
emoções que atingem a psique humana, a música alcança o coração
e a vida daqueles que a apreciam e dos que a praticam, alquimizando
dor em alegria, preconceito em acolhimento, dúvidas em direção e
rotas para se trilhar.


Quem quiser
aprender algum instrumento ou, mesmo, participar de aulas de canto,
deve acessar o link https://forms.gle/ev1JXvcM2b2Zy3dp8
e fazer a escolha de acordo com sua preferência. As matrículas
estão abertas até 31 de agosto. Qualquer outro esclarecimento pode
ser obtido pelo telefone (66) 9 8413-5944, de segunda a sexta-feira,
das 7h às 11h e das 13h às 17h30.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA