MATO GROSSO
Podcasts e streamings também podem concorrer ao 2º Prêmio ALMT de Jornalismo
MATO GROSSO
Materiais divulgados em podcasts e plataformas de streaming também podem ser inscritos no 2º Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento, por meio da categoria Radiojornalismo. A iniciativa reconhece a produção jornalística em áudio em diferentes formatos e amplia as possibilidades de participação para jornalistas, radialistas e produtores de conteúdo que atuam em Mato Grosso.
Conforme o edital, a categoria contempla matérias produzidas por um ou mais jornalistas ou radialistas e veiculadas em emissoras de rádio, canais e plataformas de streaming ou podcasts de veículos com sede em Mato Grosso. As reportagens devem ter duração de até sete minutos, enquanto os podcasts podem ter até 30 minutos.
A gerente de Jornalismo da Rádio Assembleia – 89,5 FM, Laís Costa Marques, afirmou que as plataformas digitais, como podcasts e serviços de streaming, ampliaram o alcance do rádio, eliminando barreiras geográficas e temporais. Segundo ela, a internet permitiu que o conteúdo radiofônico se tornasse acessível a qualquer hora e em qualquer lugar, além de fortalecer a convergência entre diferentes mídias, integrando áudio, vídeo e texto em formatos inovadores e alinhados aos novos hábitos de consumo do público.
Laís também ressaltou que a acessibilidade é uma das principais características do rádio, especialmente pela utilização de uma linguagem simples, direta e de grande alcance. “Essa característica possibilita traduzir assuntos complexos ou técnicos de maneira clara e dinâmica e de fácil assimilação pelo público. Um dos maiores desafios do jornalismo é transformar a comunicação em um instrumento de cidadania, contribuindo para a formação de uma sociedade mais consciente e participativa”, afirmou Costa Marques.
A iniciativa reconhece a transformação do consumo de conteúdo em áudio e valoriza formatos que vêm conquistando cada vez mais espaço junto ao público. Além de ampliar o alcance da premiação, a inclusão de podcasts e produções em streaming incentiva a criação de conteúdos que aproximem a população de temas ligados ao Poder Legislativo, à cidadania, às políticas públicas e aos direitos dos cidadãos, utilizando linguagem acessível, fontes qualificadas e narrativas inovadoras.
O gerente administrativo da Rádio ALMT 89,5 FM, Eduardo Ferreira, disse que a ampliação da premiação para as categorias de podcast e streaming acompanha a evolução dos formatos de produção e consumo de conteúdo na atualidade. Segundo ele, a iniciativa da Assembleia Legislativa de Mato Grosso representa a abertura de um novo espaço de reconhecimento para diferentes linguagens da comunicação.
“Hoje o Brasil é um grande consumidor de podcasts. As plataformas de streaming, como YouTube, Instagram e Spotify, também abrigam e impulsionam esse formato. Essa ampliação é muito positiva. O rádio deixou de ser apenas áudio e passou a ser multimodal, presente em diversas plataformas e incorporando recursos visuais. O videocast, por exemplo, é amplamente utilizado atualmente, o que fortalece e valoriza ainda mais a comunicação”, afirmou Ferreira.
O gerente ressaltou ainda que tanto o podcast quanto o streaming são formatos consolidados e que a Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa está atenta às transformações do setor. “A Secom está na ponta desse processo, acompanhando tudo o que acontece no universo da comunicação. Temos uma estrutura de excelência. Recentemente, participamos de um encontro em Brasília para conhecer a realidade de outras emissoras de rádio e televisão, e percebemos que estamos bastante avançados nesse cenário”, explicou Ferreira.
Para Eduardo Ferreira, o Prêmio ALMT de Jornalismo é uma forma de reconhecer e valorizar o trabalho dos profissionais da comunicação, cuja atuação é essencial para a sociedade e o fortalecimento da democracia. “A comunicação fortalece a cultura, leva informação em primeira mão e se torna uma importante fonte para a população. A responsabilidade é muito grande. A comunicação pública é uma paixão e temos um compromisso permanente com os fatos e com os grandes debates que acontecem na Assembleia Legislativa. O prêmio vem justamente para coroar e valorizar esse trabalho”, disse.
O Troféu Parlamento tem como objetivo reconhecer e valorizar trabalhos que contribuam para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o impacto das ações do Parlamento estadual na vida da população.
As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026. O edital já está disponível no portal da Assembleia Legislativa. A avaliação dos trabalhos ocorrerá entre 16 de novembro de 2026 e 11 de janeiro de 2027, e a cerimônia de premiação está marcada para 28 de janeiro de 2027. A premiação distribuirá R$ 300 mil entre os vencedores das cinco categorias jornalísticas.
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Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%
A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.
Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).
Referência no mundo
Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil.
“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil . Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números.
“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou.
Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”.
Impunidades
Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito).
De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres. “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”.
Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas.
Sensibilização
A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.
“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.
O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.
“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.
Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.
Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”.
Tocantins lidera
De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.
“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes.
Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.
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