ECONOMIA
Formação para negociadores de empresas é lançada no Brasil
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Entre os dias 22 e 24 de maio, foi realizada a primeira edição do ONE – O Negociador de Empresas, uma imersão presencial voltada à formação de profissionais para atuar no mercado de compra, venda e negociação de empresas no Brasil.
A iniciativa foi idealizada por Rafaela Rossi, cofundadora da BuyCo, empresa especializada em valuation, captação de recursos, compra e venda de PMEs. O programa nasce a partir de uma percepção prática da própria operação da companhia sobre a escassez de profissionais preparados para conduzir negociações empresariais de forma estruturada.
Segundo Rafaela, essa lacuna ficou evidente à medida que o mercado de transações cresceu no país. “Participamos diariamente de processos de compra, venda e avaliação de pequenas e médias empresas. Com o crescimento do mercado, ficou cada vez mais claro o desafio de encontrar profissionais capazes de conduzir negociações empresariais com método e estrutura”, afirma.
O movimento ocorre em um contexto de maior dinamismo no mercado brasileiro, impulsionado por operações de fusões e aquisições, sucessão empresarial, entrada e saída de sócios e estratégias de crescimento inorgânico entre pequenas e médias empresas.
Foi a partir desse cenário que surgiu o ONE, com a proposta de formar uma nova geração de negociadores de empresas por meio de uma abordagem prática, conectada a situações reais do mercado de M&A.
Durante os três dias de imersão, os participantes vivenciam dinâmicas, simulações de negociações, estudos de caso, exercícios em grupo e atividades que reproduzem desafios enfrentados por profissionais da área, tornando o aprendizado aplicável desde o primeiro contato com o mercado.
Nesse processo, são explorados temas como originação de oportunidades, análise de negócios, valuation, due diligence, negociação e estruturação de operações. A imersão reuniu empresários, executivos, advogados, contadores e consultores interessados em desenvolver uma visão estratégica e compreender, na prática, como acontecem as transações empresariais.
Mais do que teoria, o ONE também foi marcado pela vivência prática e pela troca entre profissionais de diferentes formações.
Para Lucas Galdino, Head de Estratégia de Portfólio e M&A da RGS, a experiência evidencia a complexidade e o caráter multidisciplinar das transações empresariais:
“É uma jornada completa de M&A, que vai do atendimento à estruturação da negociação. Para quem vem de áreas como Direito, por exemplo, fica evidente como o mercado exige uma visão mais ampla e integrada. O ONE reforça o M&A como uma disciplina interdisciplinar, essencial para a evolução desse tipo de operação no Brasil”, destaca.
Já Pedro Teixeira, analista de M&A, destaca o papel da formação na consolidação de uma nova profissão no país: “O curso traduz bem a proposta de amadurecer o mercado de M&A para pequenas e médias empresas. O que está sendo construído aqui se aproxima do que já existe lá fora com o conceito de Business Broker, ou negociador de empresas. É uma formação prática, com metodologia sólida, que prepara de fato para atuar nesse mercado”, comenta.
A primeira edição contou com 35 participantes e marca o início de um projeto voltado à formação de profissionais para um mercado que vem ganhando relevância no ambiente empresarial brasileiro.
Para Rafaela Rossi, o momento atual reflete um padrão já observado em outras ondas de transformação profissional. “Quando a demanda cresce mais rápido do que a oferta de profissionais qualificados, surgem novas oportunidades. Foi assim com o mercado digital, com o tráfego pago e com a inteligência artificial. O mercado de negociação de empresas segue uma trajetória semelhante”, ressalta.
A próxima edição do ONE vem com o objetivo de dar continuidade à proposta de formação de profissionais para um setor que movimenta bilhões de reais por ano e que vem se consolidando como uma frente estratégica no crescimento de empresas brasileiras.
Os interessados em participar das próximas turmas podem realizar a pré-inscrição por meio do formulário oficial do programa: Inscrição para a próxima edição do ONE.
ECONOMIA
Plano de saúde empresarial amplia benefícios para empresas
Os planos de saúde empresariais consolidaram sua posição como um dos principais benefícios corporativos oferecidos pelas empresas brasileiras.
O crescimento dos planos de saúde empresariais acompanha as transformações no ambiente corporativo, em que benefícios ligados à saúde passaram a influenciar diretamente estratégias de retenção de talentos, produtividade e gestão de pessoas. Empresas de diferentes portes passaram a enxergar a saúde corporativa como um investimento ligado à sustentabilidade operacional e ao bem-estar dos colaboradores.
O acesso facilitado a consultas, exames e tratamentos preventivos tem impactado diretamente indicadores internos das empresas, como redução do absenteísmo e maior retenção de talentos. Planos coletivos empresariais representam atualmente a maior parcela dos beneficiários da saúde suplementar no Brasil, consolidando o benefício como uma das principais estratégias corporativas voltadas à saúde e bem-estar dos colaboradores.
Além das grandes empresas, o crescimento da contratação entre pequenos negócios e Microempreendedores Individuais (MEIs) também vem ampliando o alcance dos planos empresariais no país. A busca por assistência médica corporativa deixou de estar restrita apenas às grandes organizações e passou a integrar o planejamento financeiro e operacional de empresas de diferentes portes.
O setor de saúde suplementar também atravessa um processo acelerado de modernização tecnológica. Entre as principais tendências observadas para os próximos anos estão a expansão da telemedicina, utilização de carteirinhas digitais, aplicativos de gestão de benefícios, atendimento remoto especializado e soluções com inteligência artificial voltadas ao monitoramento preventivo de pacientes.
Apesar do crescimento do setor, os reajustes anuais continuam sendo um dos principais desafios para as empresas contratantes. Custos médico-hospitalares, frequência de utilização do benefício, perfil etário dos usuários e índices de sinistralidade estão entre os fatores que impactam diretamente os aumentos aplicados pelas operadoras.
Nesse cenário, empresas passaram a investir em planejamento preventivo, revisão periódica de contratos e análise mais detalhada do perfil dos colaboradores para minimizar impactos financeiros futuros.
Outro fator que impulsiona a procura pelos planos empresariais é a preocupação crescente das organizações com indicadores de produtividade, qualidade de vida e afastamentos prolongados. A assistência médica corporativa passou a integrar estratégias ligadas à continuidade operacional e fortalecimento da cultura organizacional.
A expectativa do mercado é de crescimento dos modelos personalizados de cobertura, com maior integração tecnológica e foco ampliado em prevenção e gestão de saúde corporativa. A busca por equilíbrio entre custo, cobertura e eficiência operacional deve continuar entre os principais desafios das empresas nos próximos anos.
Empresas interessadas em analisar opções disponíveis e comparar modalidades de contratação podem consultar plataformas especializadas, como a MedicalSeg Planos de Saúde e o Planodesaude.net, que disponibilizam informações sobre cobertura, rede credenciada, coparticipação e simulações de custos para diferentes perfis empresariais.
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