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Entrar na universidade ficou mais fácil. E permanecer?

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O retorno às aulas nas universidades brasileiras reacende um debate que vem ganhando espaço na agenda da educação: garantir o acesso ao Ensino Superior já não é suficiente. Com a ampliação das políticas de inclusão e das ações afirmativas, mais jovens de baixa renda passaram a ocupar as universidades. Agora, o desafio é criar condições para que eles consigam permanecer até a conclusão da graduação.

Na prática, milhares de estudantes enfrentam uma rotina marcada por longos deslocamentos, necessidade de conciliar trabalho e estudo, insegurança alimentar, dificuldades financeiras e questões relacionadas à saúde mental. Em muitos casos, essas barreiras acabam levando à evasão, mesmo após a conquista da vaga.Os dados mostram a dimensão desse cenário. Pesquisa realizada pela Plano CDE para o Instituto Sol revela que, entre jovens de baixa renda da Região Metropolitana de São Paulo com perfil semelhante ao dos bolsistas atendidos pela instituição, apenas 17,7% conseguem ingressar no Ensino Superior. Entre aqueles que entram, somente 4% concluem a graduação sem algum tipo de apoio estruturado.

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“Ampliar o acesso foi um avanço importante, mas a inclusão só se concretiza quando os estudantes conseguem permanecer na universidade e concluir sua formação. Políticas de permanência, como apoio para transporte, alimentação, moradia e assistência estudantil, são fundamentais para transformar o ingresso no Ensino Superior em oportunidades reais de desenvolvimento e mobilidade social”, afirma.

Além dos desafios financeiros, a pesquisa aponta que fatores como o sentimento de não pertencimento, lacunas na formação básica e barreiras culturais também impactam a trajetória acadêmica desses estudantes, reduzindo as chances de conclusão da graduação. O levantamento ainda mostra o potencial transformador do diploma universitário. Jovens que concluem o Ensino Superior podem alcançar um aumento acumulado de renda de até R$ 2,6 milhões ao longo da vida, em comparação com aqueles que não obtêm a graduação.

Para Júlia Borges Lima, fortalecer políticas de permanência é o próximo passo para que a expansão do acesso às universidades resulte, de fato, em mais mobilidade social e redução das desigualdades.



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Marcas chinesas avançam e já respondem por 44% das vendas de carros premium no Brasil

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As montadoras chinesas conquistaram 44% dos emplacamentos de veículos premium no Brasil em junho, impulsionadas pelo desempenho da Denza, marca da BYD. Em apenas sete meses de atuação no país, o SUV híbrido B5 tornou-se o modelo mais vendido do segmento, com 566 unidades comercializadas, superando concorrentes tradicionais da BMW, Volvo, Mercedes-Benz e Audi.

Apesar de a BMW ainda liderar o acumulado do ano, o avanço da Denza evidencia a crescente competitividade das fabricantes chinesas, que têm atraído consumidores ao oferecer veículos eletrificados com mais tecnologia embarcada e preços mais competitivos.

O cenário acompanha a expansão do mercado de eletrificados no país. Nos primeiros 15 dias de julho, esses veículos representaram 23,6% dos automóveis emplacados no Brasil, com mais de 25 mil unidades vendidas. No acumulado de 2026, o segmento registra crescimento de 120%, consolidando a BYD como uma das protagonistas da transição para a mobilidade elétrica.

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