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Cinema itinerante alcança 12 mil participantes

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O Projeto Cine Arte II encerrou suas atividades em 2025 após impactar mais de 12 mil pessoas, entre crianças, adolescentes e educadores, em cinco municípios do Estado de São Paulo. A iniciativa aliou arte, educação e conscientização por meio de oficinas de cinema e sessões interativas realizadas em uma estrutura inflável itinerante.

As ações foram realizadas nas cidades de Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Cotia e Araras, com foco na formação cultural e cidadã. Entre os temas abordados estiveram cidadania, sustentabilidade, preservação da água, alimentação saudável, reciclagem e segurança no trânsito.

Voltadas a alunos de 6 a 14 anos, as oficinas apresentaram conceitos básicos de filmagem, roteiro e edição. Como resultado, os participantes produziram curtas-metragens exibidas em sessões abertas ao público.

As exibições aconteceram em uma estrutura inflável itinerante, com cerca de 15 metros de comprimento e quatro metros de altura, equipada com telão, sistema de som e ambientação desenvolvida para proporcionar uma experiência imersiva. Ao final das sessões, os participantes receberam materiais informativos que ampliaram o conteúdo pedagógico das atividades.

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Com foco na inclusão e no acesso democrático à cultura, o projeto disponibilizou recursos de acessibilidade durante as exibições, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição, sistema de audição assistida e cadeiras exclusivas devidamente sinalizadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A iniciativa foi viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com apoio do Ministério da Cultura, e contou com o patrocínio das empresas Niterra do Brasil e Tenneco. O projeto foi realizado pela Perfectto Projetos, com apoio das prefeituras municipais, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e de escolas das redes pública municipal e estadual dos municípios participantes.

Para Paulo Reis, gestor da Perfectto Projetos, o projeto contribui para ampliar o acesso à cultura e estimular novas formas de aprendizado. “O contato com o audiovisual permite que os jovens desenvolvam olhar crítico, criatividade e capacidade de expressão. Ao integrar educação e cultura, o projeto cria experiências que permanecem para além das oficinas”, afirma.

Segundo ele, a proposta também incentiva a multiplicação do conhecimento nos ambientes escolares e comunitários. “Os participantes levam esse aprendizado para o seu dia a dia, fortalecendo o senso de cidadania e o engajamento social”, completa.

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Sobre a Perfectto Projetos

A Perfectto Projetos atua na consultoria e execução de projetos culturais e esportivos, com foco em leis de incentivo fiscal, desenvolvendo iniciativas que ampliam o acesso à cultura e promovem impacto social.

Para mais informações, basta acessar o site: https://cinearte2.perfecttoprojetos.com.br



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Ensino da dança é tema de seminário nacional em Paracuru

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Reflexões sobre os novos paradigmas do ensino da dança na contemporaneidade entram em pauta no Seminário Nacional de Dança de Paracuru, que reunirá, na cidade litorânea do Ceará, localizada a 90 km da capital Fortaleza, profissionais de diversas partes do país, entre artistas, professores, pesquisadores e pensadores dessa arte. O evento acontecerá no Centro Cultural Companhia de Dança de Paracuru, de 13 a 15 de agosto, com debates sobre corpo, tecnologia, presença e diversidade. As atividades são gratuitas e devem ser realizadas diretamente no local.

O Seminário integra a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), é realizado pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e pela Escola de Dança de Paracuru. Conta com apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, e produção da Associação de Bailarinos de Paracuru.

Eixos temáticos

Cinco eixos temáticos vão conduzir as discussões: “Desacelerar como gesto político”, “O corpo como pensamento”, “Tecnologia, poder e corpo”, “Presença, vínculo e política do encontro” e “Corpos diversos, técnicas plurais”. A proposta é tensionar tradição e reinvenção, presença e mediação, corpo e tecnologia, reafirmando o tempo próprio da experiência corporal como espaço de resistência e criação.

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Convidados

O Seminário Nacional de Dança de Paracuru trará à cidade de Paracuru alguns dos mais proeminentes pensadores do ensino da dança no Brasil da atualidade. Entre os convidados confirmados estão nomes de destaque no cenário nacional, como Rousejanny Ferreira (Instituto Federal de Goiás), Robson Lourença (Universidade Anhembi Morumbi), Gilsamara Moura (Universidade Federal da Bahia – UFBA e Festival Internacional de Dança de Araraquara – FIDA), Daniela Amoroso (UFBA), Denise Parra (Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará – ICA/UFC), Ernesto Gadelha (Secult-CE), Isabelle Pitta Rocha (Universidade Federal de Alagoas – UFAL), além das professoras Cláudia Pires e Bilica Léo (Porto Iracema das Artes).

Para o bailarino e professor Flávio Sampaio, fundador da Escola de Dança de Paracuru e coordenador geral do evento, a realização do Seminário surge a partir da ideia de que o ensino da dança insiste em um tempo que não se acelera sem perdas, que não se reduz à lógica da eficiência e que não se resolve na esfera da compreensão intelectual. “O corpo precisa repetir, falhar, insistir. Precisa demorar”, defende. “Interessa-nos menos adaptar a dança ao ritmo do mundo e mais compreender o que a dança resiste em não se tornar. Há, no corpo que aprende, uma inteligência que não se apressa. Há, no gesto que se forma, um tempo que não se negocia”, acrescenta. A questão, segundo Flávio Sampaio, talvez não seja como ensinar mais rápido, mas como seguir ensinando aquilo que só o tempo pode revelar.

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O seminário é uma oportunidade para profissionais e estudantes de dança compartilharem experiências, debates e práticas, contribuindo para a formação de um olhar crítico e contemporâneo sobre a arte da dança.

Sobre a Escola de Dança de Paracuru

Fundada em 2003 por Flávio Sampaio e reconhecida como Ponto de Cultura desde 2020, a Escola de Dança de Paracuru tem como missão formar bailarinos e capacitar profissionais da dança, com foco especial em crianças e jovens das classes populares. Com uma grade curricular de oito anos e mais de 2.400 horas/aula, a escola oferece cursos regulares e livres, promovendo não apenas a técnica, mas também o desenvolvimento humano, a consciência corporal e a reflexão crítica. Além da dança, os alunos têm contato com teatro, música, artes plásticas e história, recebendo uma formação cultural ampla e transformadora.



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