CURIOSIDADES
Interior paulista reúne opções de turismo para o inverno
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O inverno consolida o interior do Estado de São Paulo como destino preferencial para quem busca clima ameno, natureza preservada e experiências culturais de qualidade. As estâncias climáticas, reconhecidas pelo Governo Estadual por suas características ambientais e vocação turística, ganham vida plena entre junho e agosto. São paisagens de serra, cachoeiras, trilhas, gastronomia regional e eventos culturais que atraem visitantes de todo o país. A seguir, oito destinos que se destacam nesta estação:
Analândia: aventura na natureza
A cerca de 255 km da capital, Analândia é referência para quem busca natureza e esportes radicais. O Morro do Cuscuzeiro, formação de arenito com cerca de 150 milhões de anos, é símbolo da cidade e cenário para escalada, rapel, arvorismo, tirolesa e cavalgadas.
A estância possui 42 cachoeiras catalogadas. Entre elas, destaca-se a Cachoeira da Bocaína, com queda de 45 metros, cercada por paredões avermelhados e pinturas rupestres. Já o Morro do Camelo oferece trilha de dificuldade média e vista panorâmica da região. No inverno, o céu limpo e o ar seco tornam a experiência ainda mais especial.
Bragança Paulista: serra, lago e cultura
A menos de 80 km de São Paulo, Bragança Paulista reúne clima serrano, estrutura turística e intensa vida cultural. O Lago do Taboão é o principal cartão-postal, com pista de caminhada, áreas esportivas e espaços de convivência movimentados durante todo o inverno.
A Represa do Jaguari, cercada por montanhas, é procurada para esportes náuticos, pesca e passeios ecológicos. A cidade também preserva seu patrimônio histórico: foi a quarta do Brasil a possuir central telefônica e abriga o único Museu do Telefone do país. Em julho, o Festival de Inverno leva música, gastronomia e arte para bares, restaurantes e espaços culturais.
Caconde: represa, fazendas históricas e gastronomia
Na divisa com Minas Gerais, Caconde preserva o clima acolhedor das antigas cidades cafeeiras. O inverno destaca a paisagem do Circuito da Mogiana, marcada por fazendas históricas, morros cobertos de neblina e temperaturas amenas.
A Represa de Caconde, formada pelo Rio Pardo, é o principal atrativo natural, ideal para pesca esportiva, passeios de barco e contemplação. O centro histórico, com casarões e igrejas do ciclo do café, reforça o charme da cidade, perfeita para quem busca tranquilidade fora das rotas tradicionais.
Campos do Jordão: inverno nas alturas
Campos do Jordão é o destino de inverno mais famoso do Brasil. Com altitudes que chegam a 1.700 metros e temperaturas próximas de 0°C, a cidade ganha clima europeu durante julho.
O Festival Internacional de Inverno, maior evento de música erudita da América Latina, espalha concertos gratuitos pela cidade. O Palácio Boa Vista reúne mais de 1.800 obras de arte, incluindo telas de Tarsila do Amaral. Já o Horto Florestal oferece trilhas, cachoeiras e contato direto com a Mata Atlântica. O passeio de teleférico até o Morro do Elefante, os chocolates artesanais, os fondues da Vila Capivari e o Museu Felícia Leirner completam a experiência.
Morungaba: clima ameno e gastronomia
A cerca de 120 km da capital, Morungaba combina clima ameno, montanhas e atmosfera tranquila. Cercada por áreas rurais e remanescentes do ciclo cafeeiro, a cidade preserva forte vocação para o turismo de natureza.
Fazendas históricas oferecem cavalgadas, gastronomia típica e experiências rurais. Trilhas levam a cachoeiras e mirantes que revelam o vale do Rio Atibaia. Durante o inverno, o céu limpo e as manhãs frias criam cenários típicos de serra.
Nuporanga: bem-estar no Cerrado
No nordeste paulista, Nuporanga se destaca pelo clima mais ameno e pela tranquilidade. Cercada por paisagens de cerrado e formações rochosas, a estância atrai visitantes em busca de descanso e bem-estar.
O balneário municipal e as piscinas de água medicinal são os principais atrativos, conhecidos pelas propriedades terapêuticas. Caminhadas contemplativas e contato direto com a natureza completam a experiência.
Santa Rita do Passa Quatro: a terra dos jequitibás
Santa Rita do Passa Quatro abriga um dos patrimônios naturais mais impressionantes do estado: o Parque Estadual Vassununga, com a maior concentração de jequitibás-rosa de São Paulo. Entre eles está o “Patriarca”, árvore com mais de 3 mil anos, cerca de 40 metros de altura e 11 metros de circunferência. O parque preserva mais de 2 mil hectares de Mata Atlântica e cerrado.
A cidade também é terra natal de Zequinha de Abreu, compositor de “Tico-Tico no Fubá”. O roteiro turístico inclui ainda a Cachoeira Três Quedas, antigas fazendas cafeeiras e mais de 40 cachoeiras catalogadas.
São Bento do Sapucaí: cidade acolhedora
Vizinha de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí vem conquistando espaço entre os destinos serranos mais desejados do estado. A cidade possui clima de altitude, noites frias e a imponente Pedra do Baú, com 1.950 metros de altitude. Rapel, escalada, trekking e voo livre movimentam a região durante o inverno. O crescimento do enoturismo, a produção de queijos artesanais e azeites de oliva de altitude ampliam o charme gastronômico da estância.
Outro destaque é a Associação Arte no Quilombo, que reúne artesãos locais na produção de peças feitas com palha de bananeira e materiais naturais. Reconhecida pela sustentabilidade e qualidade de vida, São Bento une aventura, cultura e tranquilidade em um só destino.
Uma rede que fortalece o turismo paulista
Todos esses destinos integram a Associação das Prefeituras de Cidades Estância do Estado de São Paulo (APRECESP) — entidade que reúne as 78 cidades estância paulistas, fortalecendo o desenvolvimento turístico do interior e do litoral do estado. Mais informações: www.turismopaulista.tur.br
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Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs
A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.
O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.
Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.
Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.
A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.
Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.
A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.
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