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Lei cria Semana do Movimento Comunitário e valoriza lideranças dos bairros

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sancionou na última semana (28) a Lei nº 13.390/2026, que institui a Semana do Movimento Comunitário no Estado de Mato Grosso. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a participação popular, valorizar as lideranças comunitárias e incentivar ações voltadas ao desenvolvimento das comunidades em todas as regiões do estado. A lei é fruto de um projeto de autoria do deputado estadual Thiago Silva (MDB).

A nova legislação estabelece que a Semana do Movimento Comunitário será realizada anualmente durante a semana em que se comemora o Dia do Líder Comunitário, celebrado hoje, dia 2 de junho, passando a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Estado de Mato Grosso.

A lei prevê a realização de palestras, debates, oficinas de capacitação para líderes comunitários, atividades culturais e esportivas, além de feiras de serviços e ações voltadas ao fortalecimento das associações de moradores e entidades comunitárias.

Para o deputado Thiago Silva, a criação da Semana do Movimento Comunitário representa um reconhecimento ao trabalho de milhares de lideranças que atuam voluntariamente em defesa das necessidades da população.

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A trajetória de Thiago Silva na vida pública começou justamente no movimento comunitário, onde atuou na defesa dos moradores do Eldorado, Mirassol, Santa Fé e Copacabana em Rondonópolis, liderando reivindicações e mobilizando a população em busca de melhorias para os bairros. Essa experiência, segundo ele, foi fundamental para sua formação política e para a construção de um mandato voltado ao diálogo com as comunidades.

“Antes de chegar à Assembleia Legislativa, fui líder comunitário e presidente de bairro. Conheço de perto a realidade das comunidades e sei da importância do trabalho desenvolvido por homens e mulheres que dedicam seu tempo para lutar por melhorias na infraestrutura, saúde, educação, segurança e qualidade de vida da população. Esta lei é uma forma de valorizar essas lideranças e fortalecer o movimento comunitário em Mato Grosso”, destacou o parlamentar.

A lei também busca estimular a cidadania, o voluntariado e a participação popular nas decisões que impactam diretamente a vida dos moradores, além de promover a integração entre associações comunitárias, entidades sociais e o poder público. Ela autoriza ainda a realização de parcerias entre o governo do estado, prefeituras, a Federação Mato-grossense das Associações de Moradores de Bairros (Femab), uniões comunitárias, associações de moradores, organizações da sociedade civil e demais instituições interessadas na promoção das atividades.

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“Parabenizo o deputado Thiago por esta importante lei que valoriza o trabalho de nós, líderes comunitários, que buscamos fazer a diferença e cuidar dos interesses da nossa gente”, afirmou Nilza Maria, presidente da União Rondonopolitana de Moradores de bairros.

Com a sanção da Lei nº 13.390/2026, Mato Grosso passa a contar com um instrumento permanente de valorização do movimento comunitário, reconhecendo o papel estratégico das lideranças de bairro na construção de cidades mais organizadas, participativas e desenvolvidas. “Foi no movimento comunitário, ao lado do meu pai Joaquim que presidiu a Uramb, que aprendi a ouvir as pessoas, compreender os problemas dos bairros e lutar por soluções. Tenho muito orgulho dessa trajetória e seguirei trabalhando para fortalecer as lideranças que fazem a diferença na vida das comunidades mato-grossenses”, afirmou Thiago Silva.



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Dia da Imprensa, a força da informação em tempos de transformação

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Hoje, 1º de junho, o Brasil celebra o Dia da Imprensa. Para mim, essa é uma data que vai além da homenagem a profissionais e veículos de comunicação. É um momento de reafirmar valores fundamentais para a democracia: a liberdade de expressão, a independência editorial e o compromisso com a verdade.

Vivemos um tempo em que redes sociais, inteligência artificial e influenciadores digitais transformaram o modo como nos comunicamos. Muitos chegaram a prever o fim da imprensa tradicional. A realidade demonstra o contrário: nunca foi tão necessária uma imprensa profissional, independente e comprometida com os fatos.

Desde a invenção da prensa por Johannes Gutenberg, no século XV, a humanidade vivenciou uma revolução intelectual sem precedentes. O conhecimento deixou de ser privilégio de poucos e passou a alcançar milhões de pessoas. Jornais, revistas e livros transformaram sociedades, estimularam o pensamento crítico e contribuíram para derrubar barreiras impostas pela ignorância e pela manipulação.

Mais de cinco séculos depois, a essência dessa missão permanece inalterada. A imprensa fiscaliza o poder, revela injustiças, denuncia irregularidades, amplia o debate público e garante ao cidadão o direito de conhecer a realidade dos fatos.

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Um dos maiores desafios do jornalismo contemporâneo é a banalização da informação. O problema surge quando opiniões passam a ser confundidas com notícias, quando narrativas substituem fatos e quando o compromisso com a audiência se sobrepõe ao compromisso com a verdade.

Diferentemente de um criador de conteúdo, o jornalista assume responsabilidades éticas específicas. Sua atividade exige apuração rigorosa, checagem de informações e responsabilidade pública. O jornalismo profissional não pode se orientar apenas por curtidas ou tendências momentâneas. Sua principal matéria-prima continua sendo a credibilidade.

É por isso que, apesar das dificuldades, o bom jornalismo resiste. Resiste nas redações que produzem informação de qualidade mesmo com equipes reduzidas. Resiste nos veículos locais que dão voz às comunidades frequentemente esquecidas. Resiste nos profissionais que enfrentam pressões para assegurar à sociedade o acesso à informação correta e confiável.

Em uma era marcada pelo excesso de informação, a missão da imprensa vai além de apenas informar. Hoje, ela também precisa auxiliar a sociedade a distinguir fatos de boatos, conhecimento de desinformação e realidade de propaganda. As sociedades mais livres são aquelas que valorizam o debate plural e o acesso ao conhecimento.

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Por isso, neste Dia da Imprensa, reafirmo meu compromisso com a liberdade de expressão e com o direito de cada cidadão de saber, compreender, questionar e participar da construção de um futuro mais justo, transparente e esclarecido. Defender uma imprensa livre não significa defender empresas de comunicação; significa defender a democracia.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)



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