CULTURA
Viva Maria reverencia os 105 anos de Ruth de Souza
CULTURA
Saudações afro-brasileiras a todas as pessoas que honram as mais profundas raízes da nossa cultura! E não por acaso, neste 12 de maio, data de nascimento de uma das grandes damas da dramaturgia brasileira e a primeira grande referência para artistas negros nas telas do cinema e da televisão por seus papéis notáveis, queremos homenageá-la na voz dos atabaques ! 

Viva Ruth de Souza que há exatos 105 anos protagonizava sua chegada aos palcos da vida, no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro! De lá pra cá, até ganhar mundo precisou se valer e se impor como atriz negra! Importante lembrar que muito antes da festa do Brasil com a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro, foi Ruth de Sousa quem abriu esse caminho nos idos de 1954 quando se tornou a primeira atriz brasileira a ser indicada a um prêmio internacional de cinema, o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pela sua brilhante atuação no filme “Sinhá Moça”, na categoria de Melhor Atriz. Mas para além das telas de cinema, nossa Sinhá não se deu por vencida e conquistou seu primeiro grande sucesso na novela( Deusa Vencida), de Ivani Ribeiro na extinta TV Excelsior! No teatro também construiu uma sólida carreira marcada principalmente pela resistência negra no cenário artístico já que teve que lutar ativamente para que seus personagens não reforçassem estereótipos. E foi assim em nome da liberdade, a duras penas conquistada, que Ruth abriu suas asas sobre nós !
Em 2005, ela foi uma das indicadas ao Nobel da Paz.
No livro que a Associação Mulheres pela Paz lançou para comemorar a indicação de não só de Ruth, mas também de outras 51 brasileiras, a jornalista Carla Rodrigues responsável pela página que homenageia a trajetória de Ruth de Souza reproduziu um texto onde ela diz:
“Não tenho dúvida de que, com a minha carreira, contribuí para mudar a percepção que a sociedade brasileira tem da mulher negra. […] Sempre tive a capacidade de compreensão, de suportar o preconceito e de tentar entender.”
E, diante de tamanha contribuição de Ruth de Souza à luta das mulheres negras em nosso país, e, particularmente, à dramaturgia nacional, só mesmo a arte da carioca Cristiane Sobral que é escritora e atriz para nos dizer se o legado de Ruth de Souza reflete o racismo no Brasil.
A propósito Cristiane é também mestre em teatro com a tese “Teatro, negros, estética na cena teatral brasileira” e ganhadora do Prêmio FAC 2017 Culturas Afro-Brasileiras. Axé!
CULTURA
Brasil celebra Dia Nacional do Reggae nesta segunda-feira
O Brasil celebra neste dia 11 de maio o Dia Nacional do Reggae. A data, instituída por lei em 2012, coincide com o aniversário de falecimento do ícone Bob Marley.

Em Belém, o ritmo transcende a música e se torna um movimento de resistência social, especialmente nas comunidades periféricas, conforme afirma Cleide Roots, DJ paraense de reggae:
“Segunda-feira, dia 11, quanta honra, Dia Internacional do Reggae. Um ritmo que carrega uma grande história na consciência, resistência e de muita paz para o mundo inteiro. Para mim, que trabalho como DJ, é uma honra representar, como mulher, essa cultura através da música, levando boas vibrações e uma energia positiva, uma mensagem que une muitas pessoas.”
Identidade amazônica
A influência do ritmo jamaicano no Pará se consolidou com artistas locais e fortaleceu a identidade amazônica. A celebração oficial reforça o papel do reggae como um espaço de educação e cidadania, unindo gerações em torno de mensagens de paz e espiritualidade, conforme aponta a DJ paraense Cleide Roots:
“O reggae é um som, é um sentimento, é um respeito, é uma conexão positiva que fortalece uma grande cultura, que faz a música continuar viva em cada sessão, cada evento, cada coração. E o reggae não é simplesmente um som, ele é um sentimento, ele é um respeito. Ele nos fortalece muito e nos traz uma conexão muito positiva.”
Tributo a Bob Marley
Para marcar a data, Belém recebe o festival Tributo a Bob Marley, com palestras e documentários sobre a história do ritmo na região. O movimento também ganha destaque nacional com projetos como “Reggae Delas”, do Sesc São Paulo, que ressalta a força feminina no gênero.
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