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Invasão na COP30 constrange governo federal e levanta alerta sobre segurança e imagem internacional

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A invasão de movimentos sociais na área exclusiva da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), em Belém, gerou constrangimento no governo Lula (PT) e acendeu um alerta sobre os impactos na imagem internacional do país.

Na noite de ontem, um grupo formado por indígenas e militantes de movimentos sociais invadiu a entrada da Zona Azul — área sob responsabilidade da ONU — aos gritos por maior participação dos povos originários nas discussões da cúpula. A confusão provocou reação imediata dos seguranças da ONU, que esvaziaram o local às pressas. Dois seguranças ficaram feridos.

Embora a segurança da área não seja responsabilidade direta do governo brasileiro, a avaliação interna é de que o episódio cria uma situação delicada. Membros do Planalto reconhecem o desafio de responder ao caso sem criminalizar os movimentos sociais, mas também sem permitir que situações semelhantes se repitam.

Segundo interlocutores, o presidente Lula foi informado sobre o ocorrido ainda na noite de ontem e demonstrou irritação. Ele teria avaliado que o incidente prejudica a imagem que o país busca projetar ao sediar a conferência.

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A ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, lamentou o ocorrido em entrevista à imprensa.

“Eu nem fiquei sabendo o motivo desse acontecimento e lamento muito, porque esta COP já está registrada como a maior e melhor participação do protagonismo indígena”, afirmou à GloboNews.

Procurado pelo UOL, o Ministério dos Povos Indígenas não respondeu até o fechamento da matéria.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, também não deverá se pronunciar. Ele esteve na Zona Azul pouco antes do incidente e, segundo testemunhas e vídeos publicados nas redes sociais, havia manifestantes com camisetas do PSOL, seu partido, entre os invasores.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o caráter democrático da conferência, mas ressaltou a importância de respeitar os limites institucionais:

“A COP é um espaço democrático, mas a escuta pressupõe o cumprimento das regras da democracia”, declarou.

Autoridades brasileiras e da ONU abriram uma investigação para apurar as circunstâncias da invasão. Em nota, a Secretaria Extraordinária da Presidência para a COP30 (Secop) afirmou que o evento segue seguro e que as negociações continuam normalmente, em alinhamento com as equipes de segurança internacionais.

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Os movimentos sociais envolvidos afirmam que a ação partiu de decisões autônomas de alguns grupos, evitando criminalizar os participantes. Em comunicado, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) reiterou o “respeito ao direito de manifestação e à autonomia de cada povo em suas formas próprias de organização e expressão política”.

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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