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Risco de tempo severo nas Regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste

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ma nova frente fria associada à formação de um ciclone extratropical, próximo à foz do Rio da Prata, está prevista de chegar ao Rio Grande Sul na madrugada do próximo domingo (16). Esta será uma frente fria intensa para a época do ano e deverá promover fortes instabilidades em seu avanço rumo aos estados do Centro-Oeste e Sudeste.

Devido ao seu rápido deslocamento, estão previstas ao longo do domingo (16) e segunda-feira (17), pancadas de chuva por vezes fortes, alta incidência de trovoadas, queda de granizo e fortes rajadas de vento, as quais podem superar os 100 km/h. Em razão das condições previstas, foi emitido um aviso de grande perigo (vermelho) para áreas do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, disponível em: https://alertas2.inmet.gov.br/52284.

Não estão descartados outros fenômenos severos, de abrangência mais localizada, tais como tornados e downbursts, em áreas do sul e oeste do Rio Grande do Sul, oeste do Paraná e Santa Catarina e sul do Mato Grosso do Sul. Como o sistema frontal se desloca rapidamente, podem-se formar linhas de instabilidade (quando células de tempestade se alinham de forma geralmente contígua), que precedem por até centenas de quilômetros a chegada da frente fria propriamente caracterizada.

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Abaixo segue a cronologia inicialmente prevista para as áreas com maior risco de tempo severo, associados à incursão do sistema frontal, que se inicia em 16 de novembro de 2025.

Devido à complexidade dos sistemas meteorológicos, as condições inicialmente previstas podem mudar intempestivamente. Portanto, é necessário sempre checar as previsões e avisos meteorológicos mais atualizados disponíveis no site do Inmet: https://portal.inmet.gov.br/

INMET é um órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

 

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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