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Pauta exportadora do agronegócio cresce e alcança US$ 15,49 bilhões em outubro

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As exportações do setor agropecuário brasileiro mantiveram forte ritmo no segundo semestre, atingindo US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025 — o maior valor já registrado no mês, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O resultado representa um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por um aumento de 10,1% no volume embarcado, mesmo com queda de 1,4% nos preços médios internacionais. As importações totalizaram US$ 1,79 bilhões no mês, o que resultou em um superávit comercial de cerca de US$ 13,7 bilhões para o agronegócio.

No acumulado de janeiro a outubro, o setor alcançou US$ 141,97 bilhões, alta de 1,4% frente ao mesmo período do ano anterior. O saldo comercial foi de US$ 124,97 bilhões, com importações de aproximadamente US$ 17 bilhões, que cresceram 4,9% na comparação anual.

Os principais motores desse desempenho foram produtos como soja em grãos, carne bovina, açúcar, café, milho, celulose, carne de frango e carne suína, muitos dos quais registraram recordes de valor ou volume para o mês de outubro. O destino principal das vendas continua sendo a China, com compras que somaram aproximadamente US$ 4,95 bilhões no mês, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

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Além disso, segmentos menos tradicionais da pauta exportadora também tiveram crescimento significativo em outubro — entre eles amendoim, café solúvel, sementes de oleaginosas, feijões secos, rações para animais de estimação, pimenta seca, miudezas e sebo bovino. A abertura de 28 novos mercados em outubro também contribuiu para a diversificação das vendas externas do agro brasileiro.

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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