POLÍCIA
Polícia Civil busca envolvidos em tentativa de homicídio de família em Rondonópolis
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), segue na busca por dois condenados, que permanecem foragidos, acusados de participação em uma tentativa de homicídio ocorrida em junho de 2023. O caso, marcado por extrema violência, teve como vítimas cinco pessoas de uma mesma família, entre elas um pai e seu filho, alvos de um grupo ligado a uma facção criminosa.
De acordo com as investigações, no dia 22 de junho de 2023, pai e filho foram levados até uma residência no bairro Jardim Rui Barbosa, onde foram mantidos em cativeiro e agredidos com pauladas. No local, os criminosos exigiam informações sobre a localização de um indivíduo que estavam procurando. Mesmo negando conhecer a pessoa em questão, as vítimas continuaram sendo violentamente agredidas.
Em determinado momento, os integrantes do grupo realizaram uma videochamada para dentro do presídio e decidiram que os dois homens seriam executados em uma chácara. No entanto, mesmo lesionadas e com as mãos amarradas, as vítimas conseguiram reagir e fugir do cativeiro.
Em busca de abrigo, as vítimas retornaram às suas residências e, com medo de represálias, decidiram se refugiar em um hotel junto com a família. Durante o trajeto, feito em um carro modelo Ford Fiesta e uma motocicleta, o grupo foi surpreendido por disparos de arma de fogo. Três pessoas foram baleadas e socorridas para atendimento médico. Também estavam no veículo uma mulher e uma criança de um ano, que não foram atingidas.
No dia seguinte, ações integradas das Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Especializada de Roubos e Furtos (DERF) localizaram dois dos envolvidos, que foram presos em flagrante com duas pistolas (calibres .40 e 9mm) e porções de entorpecentes. Ambos foram reconhecidos pelas vítimas.
Posteriormente, mais três suspeitos foram identificados, totalizando cinco acusados. A Polícia Judiciária Civil representou pelas prisões preventivas, e todos foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado e organização criminosa.
Em 10 de abril de 2025, os cinco acusados foram julgados pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis e C.D.D.S.C.L, 34 anos, foi condenado a 82 anos de reclusão, L.D.S.A, 27 anos, a 79 anos e nove meses de reclusão, K.C.S, 35 anos, a 6 anos de reclusão, Fábio Júnior da Silva Rodrigues, vulgo Fiel, a 80 anos e 1 mês de reclusão,e Dayane Souza de Oliveira, vulgo Baratinha, a 86 anos e 7 meses de reclusão.
Os condenados Fiel e Baratinha seguem foragidos. A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro dos dois seja repassada por meio dos canais oficiais 198/181 ou 66 98156 0028. O sigilo é garantido.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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