POLÍCIA
Polícia Civil e Vigilância Sanitária fecham laboratório de análises clínicas suspeito de fraudar em exames
POLÍCIA
Um laboratório de análises, localizado na região centro-norte de Cuiabá, foi interditado, nesta quinta-feira (03.4), em ação conjunta de fiscalização realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá. Os trabalhos contaram com apoio da equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
A empresa, contratada pela gestão anterior da Prefeitura de Cuiabá, e que também recebia materiais coletados de um plano de saúde e de particulares, é suspeita de não realizar a análise das amostras e de fraudar laudos de exames laboratoriais.
Além da interdição da empresa, o proprietário do local foi preso em flagrante pelos crimes contra a administração pública, de peculato, além de ser investigado em inquérito policial pela prática de estelionato. Entre as vítimas estão, a Prefeitura Municipal de Cuiabá, planos de saúde e pessoas que realizaram exames particulares na empresa.
A ação foi desencadeada após a Vigilância Sanitária de Cuiabá receber denúncia de que o laboratório, contratado pelo município na gestão passada, não processava o material enviado pela Prefeitura, tampouco as coletas realizadas na própria clínica.
A denúncia apontava ainda a suposta fraude em laudos, uma vez que o laboratório deixaria de realizar centenas e até milhares de análises das amostras de sangue, urina, fezes e outras em geral, trazendo verdadeiros riscos à saúde e à vida de terceiros.
Em fiscalização no local, os policiais da Decon e os agentes da Vigilância Sanitária encontraram uma funcionária realizando a coleta de sangue de um paciente, encaminhado pela Prefeitura, porém no interior do laboratório não foi encontrado nenhum equipamento em funcionamento ou produtos que deveriam ser utilizados no processamento das amostras coletadas.
O espaço em que deveria funcionar a análise das amostras estava vazio, não havia reagentes ou outros produtos químicos para a realização de análises laboratoriais, sendo que todas as máquinas do laboratório estavam desligadas, e diversas amostras de sangue coletas em dias anteriores, estava em cima de uma mesa sem qualquer acondicionamento térmico.
Questionado, o proprietário do local confirmou que possui um contrato com o município para realização dos exames laboratoriais, assim como recebe material de um plano de saúde e realiza coletas particulares para pessoas que procuram o laboratório, porém alegou que encaminha as amostras para outro laboratório terceirizado.
Ao ser solicitado para que entrasse no sistema do outros laboratório, ele disse que não tinha acesso, assim como não possuía nenhum laudo clínico emitido pela unidade e também não sabia o endereço ou tinha contato de algum responsável pelo local, alegando que um motoboy era responsável por colher as amostras e levar para o estabelecimento terceirizado.
Diante das evidências, a Vigilância Sanitária interditou o laboratório e determinou multa. O proprietário do laboratório investigado foi conduzido à Decon, onde após ser interrogado pelo delegado Rogério Ferreira, foi autuado em flagrante pelo crime de peculato, sendo posteriormente encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
“Durante a fiscalização ficou claro que de forma irresponsável e perigosa para a saúde e vida de terceiros, os responsáveis pelo laboratório deixam, dolosamente, de realizar a análise de amostras de sangue, urina e outros recebidos seja pela Administração Pública Municipal ou de particulares, e, consequentemente, podem estar fraudando o resultado de laudos laboratoriais”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil mira grupo de traficantes que transportava drogas ocultadas em eletrodomésticos
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.
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