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SES e Hospital Universitário Júlio Muller fazem parceria em capacitação contra chikungunya

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) articula junto ao Hospital Universitário Júlio Muller uma capacitação dos profissionais envolvidos no atendimento aos pacientes com chikungunya e doenças neuroinvasivas em Mato Grosso. A capacitação ocorrerá a partir das 19h de terça-feira (01.4), por meio deste link (https://www.youtube.com/live/hBAITbUMRZ0?si=CzlVuLZHZBMkRZ9t).

A ação foi articulada durante a reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR), que ocorreu na tarde desta terça-feira (25.3).

A enfermeira Rayssa Arantes, que lidera a equipe em Vigilância em Saúde do Hospital Universitário Júlio Muller, fará a abertura do webinar, às 19h, pelo YouTube, com o objetivo de atualizar os profissionais de saúde sobre a fisiopatologia, abordagem terapêutica e as estratégias para a reabilitação de pacientes, contribuindo para a melhoria da assistência e redução de complicações associadas à doença.

Já a infectologista Melissa Barreto Falcão, membro do Comitê de Arbovirores da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), fará a palestra sobre o manejo clínico da chikungunya; o neurologista do Hospital Universitário Júlio Muller, Rafael Riddolfi, palestrará sobre as doenças neuroinvasivas por arbovírus e a infectologista Danyenne Assis, da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias do hospital, fará a moderação do evento.

Rayssa esteve na reunião do COE e destacou a importância de o hospital contribuir nessa formação de profissionais. “A gente tem pensado em fazer essa capacitação do webinar da chikungunya e depois já pensar em outros webinars. Vamos pensar também em lives semanais, mais rápidas, para gente conseguir atingir o público que precisa, que é a equipe assistencial”, afirmou.

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Crédito: Hospital Universitário Júlio Muller/Divulgação

*Sobre o COE*

O COE foi instalado no dia 14 de março de 2025 com o objetivo de reunir gestores de diversas áreas e otimizar a resposta às situações de emergência em arboviroses e vírus respiratórios.

O Centro trabalha na elaboração de uma nota técnica que orienta as unidades de saúde a priorizar a biologia molecular para casos suspeitos de arboviroses. “A ideia é que tenhamos resultados mais rápidos e precisos, explorando a capacidade do nosso laboratório, Lacen-MT, além de podermos realizar a vigilância genômica”, afirmou Menandes Alves de Souza Neto, responsável técnico pelo Centro de Informações Estratégica de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs).

A reunião também aprovou um Plano de Ação do Evento (PAE), onde as áreas estabelecem quais são as ações para que o Estado possa mitigar essa emergência em Saúde Pública. “Nesse caso, o PAE foi aprovado, então já temos um roteiro estabelecido dessas ações e é óbvio que durante as reuniões podem surgir outras também”, ressaltou.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, informou aos participantes sobre a importância de as Prefeituras vacinarem a população contra a Covid-19 simultaneamente à aplicação da vacina contra a influenza, que começará no dia 7 de abril, no público-alvo: idosos com 60 anos ou mais, gestantes e crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses de idade.

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“É importante que as pessoas se vacinem, não só em relação à influenza, mas em relação à Covid-19 também, porque são duas doenças graves e que ainda geram hospitalizações e continuam levando a população a óbito”, declarou.

Além dos dois imunizantes, a vacina da dengue também é disponibilizada para quem tem entre 10 e 14 anos.

De acordo com Alessandra, a reunião do COE passará a ser semanal para poder implementar novas ações em relação ao combate e ao enfrentamento às arboviroses, sobretudo no contexto da introdução de doenças respiratórias associadas aos casos de arborviroses.

“É importante que o COE se mantenha reunindo semanalmente exatamente para poder traçar todas as estratégias e conseguir fazer essa mudança de uma doença para outra e dar continuidade no melhor atendimento possível à saúde pública da população”, afirmou.

Participaram da reunião membros das Prefeituras de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso e Várzea Grande, além de representantes do Hospital Estadual Santa Casa, Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), da Defesa Civil de Mato Grosso, do Hospital Universitário Júlio Muller, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, da Procuradoria Geral do Município de Várzea Grande, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom).

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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