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Paulo Paim destaca importância da Cúpula do G20 e protagonismo do Brasil

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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (18), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a relevância da 19ª Reunião de Cúpula do G20, que está sendo realizada no Rio de Janeiro (RJ). O evento reúne os líderes das maiores economias globais para discutir os principais desafios internacionais. O Brasil exerceu a presidência do G20 durante o ano de 2024.

Para Paim, o evento é “a maior reunião diplomática da história [do Brasil]”. Ele ressaltou que o Brasil, ao sediar o G20, reafirma seu protagonismo no cenário internacional. 

— Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidência brasileira priorizou três pilares fundamentais para o debate global: combate à fome e à pobreza, desenvolvimento sustentável e urgente reforma da governança. Dentre as principais entregas, destacamos a consolidação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Essa iniciativa já conta com a adesão de diversos países e organizações internacionais, estabelecendo as bases concretas para políticas públicas eficazes no enfrentamento da fome — afirmou Paim.

O senador também destacou que a presidência rotativa do G20 será transferida do Brasil para a África do Sul ao final do encontro, e que o país desempenhou um papel importante ao conduzir mais de 130 reuniões preparatórias desde dezembro de 2023. Paim concluiu seu discurso enfatizando a importância do evento para fortalecer o diálogo internacional e promover soluções concretas para problemas globais.

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— [O Brasil demonstrou] o compromisso com o diálogo, o entendimento e a construção de consensos. Os desafios são imensos, mas estamos confiantes de que o encontro resultará em metas claras e concretas que poderão transformar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. O Brasil reafirma seu compromisso com a construção de um futuro mais justo, sustentável e inclusivo, demonstrando que é possível a construção de um mundo melhor para todos viver.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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