MATO GROSSO
MT teve superávit de 28,78 bilhões na balança comercial
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O volume importado de fertilizantes também caiu 12,95%, sobretudo, oriundos do Canadá e a Rússia, com diminuição de 19,37% e 15,90%, respectivamente, principalmente dos potássicos.
Cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Cerca de 41% são utilizados nas lavouras de soja, 20% para milho e ainda para outras culturas como café, algodão, hortifrutigranjeiros, trigo 2%, entre outros. Mato Grosso é o maior consumidor de fertilizantes do Brasil, respondendo por 24,4% do consumo total brasileiro.
O coordenador do Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Vinicius Hideki Kitagaki Bispo, explicou que a importação desses produtos apresentou uma tendência de declínio, pois em 2022 houve maior gasto do que em 2021, que por consequência, foi maior do que em 2020.
“A dinâmica entre os preços dos produtos e o volume importado apontam que um aumento nos preços resultou em uma pequena redução no volume importado, enquanto a diminuição dos preços provocou um aumento. Notavelmente, em 2022, houve um aumento abrupto nos preços devido a guerra na Ucrânia, mais que dobrando em relação aos anos anteriores, onde o volume importado alcançou o segundo maior registro”.
Entre 2021 e 2023, os fertilizantes potássicos, azotados e NPK sofreram queda, enquanto o fertilizante fosfatado e os defensores agrícolas apresentam um aumento no período.
“Durante a pandemia, a ênfase na segurança alimentar pode ter impulsionado um aumento geral na importação de insumos agrícolas para estimular a produção. A crescente demanda global por alimentos pode ter contribuído para os aumentos observados, especialmente para insumos essenciais como fertilizantes. A redução mencionada já está alinhada com o Plano Nacional de Fertilizantes e o Plano Estadual de Fertilizantes de Mato Grosso, prevendo a independência até 2050”, apontou o coordenador.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, apontou também que os casos de não germinação da soja em algumas áreas dentro do Estado, devido ao atraso no plantio, parte destes insumos foram utilizados na safra seguinte, fazendo que o produtor não gastasse com novas compras do insumo.
“As variações nos preços das commodities agrícolas exercem influência nas decisões dos agricultores, consequentemente afetando a importação de fertilizantes. Fatores como a redução da dependência de produtos importados, o excesso de importações anteriores e a adoção de práticas mais sustentáveis contribuem diretamente para essa redução, explorando a fertilidade que possui no solo. A elevação dos preços dos fertilizantes e a diminuição da safra devido às altas temperaturas causadas pelo fenômeno do El Niño neste ano também desempenharam um papel significativo neste cenário”.
Exportações
Por outro lado, em relação as exportações, Mato Grosso aumentou o volume de produtos embarcados em 14,85% em 2023 no comparativo anual. A China segue como o principal comprador e encerrou o ano passado como o destino de 41,09% dos envios mato-grossenses. O país asiático registrou volume 67,33% maior no ano passado ante a 2022.
Em 2018, Mato Grosso exportava para 76 países, em 2023 atingiu 93 países na exportação. Quinze países compraram com o estado pela primeira vez em 2023, sendo eles: Guiana, Suriname, Congo, Djibuti, Santa Lúcia, Guadalupe, Tanzânia, Gana, Gabão, Costa do Marfim, Albânia, Guiné, Somália e República Democrática do Congo. Outros sete países voltaram a exportar de Mato Grosso no ano passado: Suíça, Polônia, Mali, Quênia, Nigéria, Togo, Líbia, Barein, Catar, Senegal, Serra Leoa, e Maurício.
Fonte: Governo MT – MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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