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Com virada emocionante, São Paulo vence Goiás pelo Brasileirão
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O São Paulo venceu o Goiás por 2 a 1, de virada, neste sábado (27), pela 8ª rodada do Brasileirão. Com gols de Pablo Maia e David no 2º tempo, o Tricolor reagiu após sair atrás do placar e manteve a boa sequência na competição.
Com o resultado, a equipe se mantém com 100% de aproveitamento no Morumbi, após vitórias contra América-MG, Internacional, Vasco e Goiás. O São Paulo pulou provisoriamente para a 3ª posição da tabela, com 15 pontos.
Antes do início da partida, os jogadores dos dois times participaram da campanha “Com racismo não tem jogo”, organizada pela CBF. Com a bola rolando, o Tricolor começou o jogo no campo de ataque em busca do gol. Aos dois minutos de jogo, Luciano arriscou de fora da área, por cima do gol.
Aos sete, o São Paulo chegou com perigo mais uma vez, agora com Caio, pelo lado esquerdo. O lateral gingou para cima da marcação, invadiu a área e bateu firme para boa defesa de Tadeu.
Os visitantes cresceram no jogo e abriram o placar aos 28 minutos, em cabeçada de Maguinho, após cruzamento da esquerda. Aos 36, Rafael fez grande defesa em novo lance de perigo do Goiás pelo alto.
Buscando a virada, o São Paulo voltou pressionando na etapa final. Aos cinco minutos, Alisson fez bom cruzamento para Calleri, que cabeceou com perigo, à esquerda do gol.
O Tricolor seguiu atacando e chegou ao empate aos 11 minutos. Pablo Maia arriscou chute de fora da área, a bola desviou na defesa e venceu o goleiro adversário.
Embalado, a equipe comadada por Dorival Júnior chegou perto da virada aos 18. Caio fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cortou a marcação e rolou para Luciano, que bateu de primeira, na trave. Aos 26, Caio arriscou com muito perigo de fora da área e mais uma vez ficou perto de virar o jogo.
Após tanto pressionar, o Tricolor chegou ao segundo gol aos 37 minutos, em cabeçada de Marcos Paulo após cruzamento de Wellington Rato; o lance, porém, foi anulado após análise do VAR, por impedimento do atacante são-paulino.
A anulação não abalou o time, que seguiu em cima e conseguiu a virada aos 45 minutos. Após a defesa adversária afastar mal a cobrança de escanteio, a bola sobra para David, que bate de primeira, firme, para estufar as redes. Vitória tricolor!
SÃO PAULO 2 X 1 GOIÁS
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27/05/2023 (sábado)
Gols: Pablo Maia (11/2T) e David (45/2T); Maguinho (28/1T)
Cartões amarelos: W. Rato, Alan Franco (São Paulo); Dieguinho, Lucas Halter, Bruno Santos e Fellipe Bastos (Goiás)
Público: 45.429
Renda: R$ 2.214.024,00
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
Quarto Árbitro: Joao Vitor Gobi (SP)
Assessor: Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (PA)
Árbitro de Vídeo: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
Observador de VAR: Vidal Cordeiro Lopes (BA)
SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Diego Costa, 47/2T), Alan Franco, Beraldo e Caio; Pablo Maia, Gabi (Michel Araujo, 26/2T), Alisson (David, 40/2T), Luciano (W. Rato, 26/2T) e Marcos Paulo (Rodriguinho, 40/2T); Calleri Técnico: Dorival Júnior.
GOIÁS: Tadeu; Bruno Santos, Lucas Halter, Bruno Melo e Sander (Hugo, 22/2T); Willian Oliveira, Dieguinho (Fellipe Bastos, 8/2T), Maguinho, Palacios (Apodi, 22/2T) e Alesson (Diego Gonçalves, 22/2T); Matheus Peixoto (Gabriel Novaes, 40/2T). Técnico: Emeron Ávila.
Fonte: Esportes
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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio
Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial.
Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.
A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.
O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026.
Morro do Pinto
No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.
“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta.
“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.
Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo.
Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo.
Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa .
“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: ‘eu pintei a minha rua para a Copa’. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou.
Morro do Turano
O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte.
Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.
Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o “Meu Beco na Copa”, e decidiu unir o “útil ao agradável” ao inscrever a Alameda Manoel Costa.
“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.
“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”.
A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas.
“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou.
Rio nas Cores do Hexa
Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil.
No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos . Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje.
Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.
“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse.
A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira.
O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.
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