POLÍCIA
PM realiza entrega de Medalha Mérito Protetor Ambiental em Rondonópolis
POLÍCIA
A Polícia Militar, por meio da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental (CIPMPA), entregou, na manhã desta terça-feira (06.12), a Medalha Mérito Protetor Ambiental, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Ao todo, 40 pessoas, entre autoridades, civis e militares, foram agraciados por ações que, direta ou indiretamente, contribuíram para a proteção e conservação das riquezas naturais.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou o trabalho desempenhado pela unidade e parabenizou os militares que atuam na região Sul do estado. “A presente comenda é o reconhecimento do trabalho de todos aqueles que, com suas ações, contribuem para proteção e conservação das riquezas naturais do nosso estado”.
O tenente-coronel e comandante da 2ª Companhia Independente, Renato Carneiro Macedo, destacou que a unidade está constituída como CIPMPA há pouco mais de um ano, mas que, no ano de 2022, a Polícia Militar de Proteção Ambiental completa 39 anos de existência, enquanto as ações de policiamento ambiental na região sul mato-grossense são realizadas há mais de 15 anos.
“A 2ª CIPMPA está no presente patamar, graças ao apoio de inúmeros parceiros, que acreditaram e nos apoiaram de inúmeras formas, como, por exemplo, a parceria com a Prefeitura de Rondonópolis, que cedeu o uso da área na qual estamos atualmente sediados”, disse.
Macedo destaca que, em 2021 foram aplicadas 131 notificações decorrente de fiscalização em empreendimentos, somando mais de R$ 3 milhões em multas. Já em 2022, foram 344 notificações, totalizando mais de R$ 7 milhões em multas.
“Toda esta confiança que nos foi depositada, estamos convertendo em muito trabalho prestado à sociedade mato-grossense. A PM vem traçando várias linhas de ações para o fortalecimento do Policiamento Ambiental no Estado”, ressaltou.
Conforme o comandante, a horaria visa promover os policiais militares, coirmãos e autoridades civis com relevantes serviços prestados à sociedade, através das ações da Polícia Militar de Proteção Ambiental.
“A imposição da Medalha do Mérito Protetor Ambiental, além de fomentar o fortalecimento institucional, funciona como catalisador motivacional do policial militar, que, diante da possibilidade de se ver agraciado, busca melhorias comportamentais, engajando-se com maior denodo na nobre missão de bem proteger o meio ambiente e, por consequência, prestando serviço de maior qualidade”.
Fonte: PM MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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