MATO GROSSO
Servidores de Barra do Garças reconhecem melhorias no atendimento socioeducativo
MATO GROSSO
Os agentes socioeducadores, do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Barra do Garças (519 km de Cuiabá), terão mais segurança durante a rotina de trabalho na nova unidade, cuja obra está quase concluída. A entrega está prevista para o início de 2023 e marca mais um passo da atual gestão na reestruturação do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso.
A avaliação foi nesta terça-feira (22.11), durante visita técnica da secretária-adjunta de Justiça, Lenice Barbosa, do juiz da Vara de Infância e Juventude, Alexandre Meinberg Ceroy, e do engenheiro responsável pelo projeto, Felipe Camargo. Os servidores estão trabalhando na atual unidade em condições provisórias e precárias há 11 anos.
Entre as melhorias estão o solário, com espaço para banho de sol, passarela superior, corredor interno de observação e sala de vídeomonitoramento, que permitirão aos agentes acompanhar os internos sem a necessidade de aproximação.

“Temos dificuldades em exercer nossa função na atual unidade. O que vimos aqui é uma revolução, a valorização tanto do socioeducando e da socioeducador”, avaliou Valmir Rodrigues de Souza.
“A mudança é gigantesca. Esta é uma unidade adaptada e o contato com os internos será mais distante, o que nos dá melhores condições para agir diante de situações de conflito”, lembrou Cassio de Souza Chagas.
“Dá até vontade de trabalhar mais e melhor, porque poderemos oferecer mais atividades educacionais, profissionalizantes e recreativas”, completou o gestor da unidade, André Luiz de Oliveira Batista.
Padrão Nacional
A nova unidade segue as diretrizes do Sistema Nacional de Socioeducação (Sinase). Diferente do atual prédio, os adolescentes terão quartos mais amplos, com capacidade máxima para duas pessoas, mais iluminados, com circulação de ar e água refrigerada e canalizada.

Para o juiz Alexandre Ceroy a nova unidade cumpre todos os quesitos obrigatórios do Sinase. “Com esta nova estrutura, temos plena convicção de que a socioeducação será cumprida plenamente e a população será beneficiada com o novo serviço” destacou.
A secretária-adjunta reforça que a atual gestão assumiu o sistema com a filosofia de ofertar uma socioeducação, que produza resultados para os internos e para a sociedade, proporcionando segurança e ambiente de trabalho de qualidade aos servidores. Ela lembra que o investimento tem reflexo direto na segurança da sociedade.
“O foco é quebrar o ciclo da reincidência, permitindo que o interno vá para o mercado de trabalho, foque nos estudos e deixe praticar de atos infracionais, reduzindo as ocorrências de crimes.

As obras da nova unidade começaram em novembro de 2021 e está sendo executada com recursos próprio do Governo do Estado, por meio do Programa Mais MT, e custará R$ 13 milhões. A unidade tem 2.939 m², contendo 32 quartos, com a capacidade de receber até 60 menores infratores.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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