MATO GROSSO
Seduc promove discussão sobre práticas do processo de ensino e aprendizagem
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) promove nesta terça e quarta-feira (04 e 05.10), o 2° Encontro com as Coordenadorias de Gestão Pedagógica: Orientar, transformar e impulsionar as práticas pedagógicas. O evento é realizado das 8h às 18h, no auditório da Fatec Senai, em Cuiabá.
Organizado pela Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage), o objetivo é reunir diretores, diretores adjuntos, e coordenadores pedagógicos das 15 Diretorias Regionais de Educação (DREs) para discutir práticas que atuam diretamente na qualidade do processo de ensino e aprendizagem, entre outros temas, como a leitura de painéis e utilização dos resultados das avaliações. São esperados cerca de 180 profissionais.
“Vamos aprofundar discussões sobre políticas e práticas que já são rotinas, mas que agregam novos conhecimentos no sentido de promover conquistas no desempenho dos estudantes”, explica Lélia Brun, secretária adjunta de Gestão Escolar.
A gestão pedagógica é tida como um dos pilares da gestão escolar. Isso porque ela está ligada diretamente à atividade-fim da escola. Portanto, atua diretamente na formação e no desenvolvimento de competências e habilidades pessoais e profissionais nos alunos.
Lélia Brun destaca que, quando a gestão pedagógica atua de maneira eficaz, sua boa execução influencia positivamente na rotina escolar, além de enaltecer a própria escola perante as demais unidades da rede. “É esse o propósito do encontro. Quando se fala em ação pedagógica, refere-se a algo além da prática didática, envolvendo as circunstâncias da formação, os espaços-tempos escolares, as opções da organização do trabalho docente, as parcerias e expectativas do docente”.
Na abertura do evento, a imprensa terá à disposição para entrevistas o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, além das secretárias adjuntas de Gestão Educacional, Lélia Brun; de Gestão Regional, Alcimaria Ataides da Costa; e de Gestão de Pessoas, Flávia Emanuelle de Souza Soares.
Programação:
04/10/2022
08h30: Abertura.
08h50: Macroprocessos da Coped: orientações.
09h50: Coffee break.
10h10: Workshop: Macroprocessos da Coped.
11h: Alinhamento conceitual do Cronograma de Avaliação.
12h: Intervalo para almoço
13h30: Workshop: Leitura de Painéis e utilização dos resultados das avaliações – Planos e Metas.
16h30: Apresentação do Relatório de Resultado da Formativa de Entrada.
17h30: Encerramento.
05/10/2022
8h05: Garantia dos objetivos e ações das políticas, programas e projetos na reestruturação e atualização do PPP.
8h25: Concepção e fundamentos do Marco Situacional, Conceitual e Operacional.
9h: O processo de atualização e análise dos PPPs 2022/2023.
09h20: Coffee break.
9h40: O Plano de Ação: elaboração, execução e prestação de contas.
10h10: Workshop: Política Pública de Projetos Pedagógicos Complementares.
12h: Intervalo para almoço.
13h30: Apresentação da Plataforma Plurall e suas funcionalidades.
14h30: Circuito Pedagógico: a aprendizagem em foco.
15h30: Workshop: do diagnóstico ao Plano de Intervenção: registros do Circuito Pedagógico no SGA.
17h: Solenidade de Premiação do “Concurso de Capas”.
17h30: Encerramento.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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