MATO GROSSO
Novo modelo de gestão e ênfase à impessoalidade ganham destaque
MATO GROSSO
Inaugurada nesta quarta-feira (11), a nova sede das Promotorias de Justiça de Nova Mutum quebrou dois paradigmas: além da placa de inauguração não trazer o nome de nenhum gestor, seguindo o princípio da impessoalidade, a construção do edifício foi viabilizada com a implementação de um novo modelo de gestão, com a participação ativa do município na realização da obra.
Na abertura da solenidade, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira explicou que o Ministério Público efetuou a transferência do terreno e do imóvel onde funcionava as Promotorias de Justiça ao Município, avaliados em R$ 2.707.747,19. Em contrapartida, o Município cedeu ao MPMT quatro lotes urbanos situados à Avenida Rio de Janeiro, com um mil metros quadrados cada, todos de frente para a Avenida dos Beija-flores. Unificados, os lotes contemplam uma área de quatro mil metros quadrados, avaliados em R$ 2.056.920,00, tendo aos fundos o Fórum da Comarca.
Para compensar a diferença entre os imóveis permutados, o Município realizou, a título de permuta e às suas expensas, serviços de obra de construção civil no valor de R$ 650.827,19. À Procuradoria-Geral de Justiça coube a indicação do plano de aplicação para execução da obra e o desembolso de valores conforme as medições foram sendo executadas, totalizandio investimentos de R$ 4.162.294,25. A licitação para construção da sede foi realizada pelo Município.
“Dois anos e cinco meses depois da assinatura do convênio, de forma inédita, confiando nessa administração, o Ministério Público repassou dinheiro para construção da obra. A licitação foi realizada pelo Município e a obra foi construída em um prazo recorde e com muita qualidade. Sabemos que existem obras que, infelizmente, demoram uns cinco anos para serem concluídas. Nunca havíamos feito parceria nesse sentido e demonstra o nosso respeito e confiança na administração municipal”, ressaltou o procurador-geral de Justiça.
Borges também destacou que a nova sede foi pensada para o futuro. “O prédio já tem 10 gabinetes, então é um planejamento para cinco ou 10 anos. A gente sabe do crescimento de Nova Mutum, que é uma cidade modelo, foi nesse aspecto que pensamos em fazer o prédio para o futuro. A tendência é, futuramente, trazermos mais promotores para atender as demandas do município”, enfatizou.
Destacou ainda que o Ministério Público está de portas abertas para toda a população, independente da classe social e da necessidade que a pessoa tiver. “Todos estão aqui para promover justiça, do promotor, que é o cargo mais alto, à pessoa que esteja trabalhando no serviço de limpeza ou servindo café”, disse.
O prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix Pereira, destacou a importância da parceria realizada com o Ministério Público e lembrou que a antiga sede já estava pequena para atender às demandas. “A cidade cresceu, mas de maneira ordenada, e a promotoria ficou pequena. Hoje estamos entregando uma bela estrutura, à altura do Ministério Público. Aqui no município todos dos poderes trabalham de forma harmônica entre si, cada um fazendo a sua missão, o seu propósito. E todo esse trabalho reflete na prestação de serviço à população”, disse.
A coordenadora das Promotorias de Justiça de Nova Mutum, promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, ressaltou que o novo espaço abre novas possibilidades de atuação. “O nascimento oficial dessa nova casa do Ministério Público é um começo cheio de expectativas, no qual depositamos a esperança de continuar a desempenhar um trabalho de excelência que sempre prestamos nesta comarca, e também de fazer mais, muito mais, agora temos espaço e possibilidades para isso”.
Bastante concorrida, a solenidade de inauguração da nova sede das Promotorias de Justiça de Nova Mutum contou com participação de diversas autoridades. Compuseram o dispositivo de honra o corregedor-geral do Ministério Público, Hélio Fredolino Faust, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, a juíza de Direito Ana Helena Alves, o secretário-geral do MPMT, Milton Mattos da Silveira Neto, o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público, Rodrigo Fonseca Costa, e os promotores de Justiça que atuam no município, Henrique de Carvalho Pugliesi e Marcelo Mantovanni Beato.
Também prestigiaram a solenidade, o subprocurador-geral de Justiça Jurídico Institucional, Deosdete da Cruz Junior, o procurador de Justiça titular da Especializada da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, o promotor de Justiça designado para Procuradoria Especializada Criminal e presidente da Fundação Escola Superior do MPMT, Wesley Sanches Lacerda e o presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público, Eziel da Silva Santos.
MATO GROSSO
Reportagens publicadas desde janeiro podem concorrer ao 2º Prêmio ALMT de Jornalismo
Profissionais e estudantes de Mato Grosso podem participar da segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento com materiais já publicados. Conforme prevê o edital , podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2026, desde que estejam alinhados ao tema da edição: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”.
A proposta amplia as oportunidades de participação e incentiva jornalistas e acadêmicos a buscarem suas reportagens, fotografias e produções em áudio ou vídeo já veiculadas ao longo do ano para avaliar se possuem potencial para concorrer.
O secretário adjunto de Comunicação da Casa de Leis, José Marques, chama a atenção dos profissionais que já produziram conteúdos que podem se enquadrar na temática da premiação lançada em maio.
“As pessoas podem inscrever os seus trabalhos publicados, desde janeiro deste ano, que tenham relação com o tema deste segundo Prêmio ALMT de Jornalismo. É importante analisar e verificar se o conteúdo está alinhado à proposta da edição e se atende ao regulamento”, destacou.
Ele destaca que o tema busca evidenciar como a atuação da ALMT impacta diretamente a vida da população por meio de leis, indicações, requerimentos e ações institucionais que resultam em benefícios concretos para os cidadãos.
Segundo Marques, o foco não está apenas na produção legislativa, mas também nos resultados das políticas públicas defendidas ou impulsionadas pelo Parlamento estadual.
“A Assembleia tem diversas ações, não apenas na criação de leis, mas também na defesa de pautas importantes para as comunidades e municípios. Quando essas políticas públicas acontecem por meio da ação da Assembleia, a população colhe os frutos. É importante mostrar onde esses resultados estão acontecendo e como eles impactam a vida das pessoas”, afirmou.
Além dos profissionais da imprensa, estudantes também podem participar por meio da categoria Universitário. Nesse caso, os trabalhos devem ser produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso e contar com o acompanhamento acadêmico previsto no regulamento.
“É importante que os estudantes observem se o trabalho está alinhado ao tema e contem com o suporte e o acompanhamento dos professores e tutores. Nas instituições existem laboratórios e orientações que auxiliam nesse processo”, explicou.
Para os profissionais, o edital também traz uma regra importante: não é necessário possuir vínculo empregatício com um veículo de comunicação. O requisito é que o trabalho tenha sido publicado em veículo sediado no estado.
“Temos muitos profissionais que atuam de forma independente ou prestam serviços para diferentes veículos. Eles também podem participar. São profissionais de excelência e queremos ampliar essa oportunidade para que mais jornalistas possam concorrer”, ressaltou.
José Marques destaca a coragem de se inscrever e, quem sabe, ser reconhecido pelo trabalho desenvolvido com a premiação. “Não tenham medo de participar. Quando eu fazia faculdade de Jornalismo, não participei de nenhum prêmio e hoje me arrependo disso. No nosso primeiro prêmio vimos estudantes e profissionais muito felizes com o reconhecimento. A participação é uma oportunidade de mostrar o seu trabalho e valorizar o jornalismo produzido em Mato Grosso”, concluiu.
Categorias
O edital prevê cinco categorias: Telejornalismo, Reportagem em Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário.
Os trabalhos devem ter sido publicados em língua portuguesa e em veículos de comunicação sediados em Mato Grosso. Na categoria Universitário, podem ser inscritos conteúdos em texto, áudio, vídeo ou fotografia produzidos por estudantes dos cursos previstos no edital em instituições de ensino sediadas no estado. Confira o regulamento completo clicando aqui .
A comissão julgadora será composta por representantes da coordenação de Comunicação do Senado; TV Senado; TV Câmara dos Deputados; Rádio Câmara dos Deputados; coordenadoria de Comunicação da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e da Federação Nacional dos Jornalistas.
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