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Enfam inicia Curso de Formação de Formadores em Mato Grosso

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Compreender os novos paradigmas pedagógicos do ensino profissional no contexto da magistratura é um dos objetivos do Curso de Formação de Formadores – Nível 1 (Fofo), realizado nesta semana pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento da Magistratura (Enfam) no Estado de Mato Grosso. As aulas são ministradas na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), presencialmente para 27 juízes, até o dia 20 de abril, no período matutino e vespertino.

 
Um dos professores, o juiz Jeverson Quintieri, explicou que o curso, realizado em quatro etapas, visa formar juízes professores. “Este curso é voltado para pessoas que já são formadas, são adultas e estão em processo de aprendizagem. A proposta da Enfam é formar formadores dentro da visão da andragogia (ensino e aprendizagem para adultos) onde o aluno é protagonista e faz parte do processo de construção do conhecimento. Não é aquele aprendizado passivo, onde a pessoa senta e ouve uma pessoa que tem conhecimento enorme, mas que representa apenas 5% das formas de aprendizagem do aluno.”
 
Quintieri afirma ainda que nesta etapa o foco é o processo de construção do conhecimento, formação por competência, processo de ensino baseado na solução de problemas e elementos de planejamento de aula.
 
Fernando de Assis Alves, professor da Enfam, ressaltou a importância de romper com os paradigmas da formação tradicional para uma formação que utiliza metodologias ativas. Ele explicou que essa ruptura faz com que, de fato, a formação seja voltada para as competências profissionais que são tão necessárias nos dias atuais. Como exemplo, o professor citou a própria questão de resistência do aluno.
 
“O aluno, normalmente, quer ser o excluído no espaço sala de aula, quer ser invisível. As metodologias ativas, entretanto, propõem a integração do próprio conhecimento, então, os alunos são convidados a participar. No curso, os presentes perceberão características destes métodos antigos e quais as formas de romper com isso, utilizando-se de métodos didáticos e pedagógicos. O sentido é de acolhimento e não de exclusão. Entretanto, muitas vezes ocorre de o aluno ser excluído e não acolhido, fazendo com que a aprendizagem não seja significativa. O objetivo é fazer com que de fato a aula faça sentido para eles e percebam-se como elementos importantes e protagonistas do ensino e da aprendizagem.”
 
O curso é um processo de investimento na qualificação profissional do magistrado. Pensando nisso, o juiz Antônio Carlos Pereira de Souza Junior, da Comarca de Comodoro, afirma que a expectativa para esse e para os próximos módulos são as melhores possíveis. “Aqui aprenderemos métodos corretos de ensinos de repasse de conhecimento. Ainda não dou aula e preferi me gabaritar primeiro, antes de me integrar à docência. Este é um investimento importante e nosso Tribunal está sempre na vanguarda, buscando a disseminação de conhecimento.”
 
Também a juíza Hanae Yamamura de Oliveira explicou que estava aguardando o curso desde antes da pandemia e agora está aproveitando a oportunidade para se capacitar nessa matéria. “Fiquei muito feliz de saber que o curso estava sendo realizado aqui em Cuiabá. Tenho certeza que vai contribuir com a nossa formação enquanto magistrados e futuros formadores, assim como tenho certeza que o curso será enriquecedor.”
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição das imagens: Foto1 – imagem retangular colorida. Professor veste roupa cinza claro e escuro, segura microfone e fala com alunos. Ao fundo quadro escolar branco com imagem escrita Formação de Formadores. Nas paredes cortinas tipo persiana verdes. Foto 2 – imagem retangular colorida. Professor Jeverson veste roupa azul escura. Em pé, distribui folha de papel a juízas sentadas. Foto 3 – entrevistado veste camisa polo roxa. Foto 4 – Entrevistada japonesa tem cabelos compridos e veste camisa branca e preta.
 
 
 
Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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