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Quatro pessoas são presas por invasão de campo em jogo na Arena Pantanal

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Quatro jovens foram presos por invadir o campo após o jogo do Flamengo contra o Atlético Mineiro durante a Supercopa, por intermédio do Juizado Especial do Torcedor, do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Os rapazes, com idade entre 18 e 20 anos, eram torcedores do Flamengo e invadiram o campo após a finalização do jogo de futebol no intuito de tirar foto e se aproximar dos jogadores.
 
Dos quatro, um foi liberado mediante pagamento em pecúnia em transação penal (acordo de não percepção) e os outros três condenados a restrição de entrada na Arena Pantanal no período de três meses e prestação de serviços sociais e comunitários. “Esses três deverão se apresentar nos jogos de final de semana na delegacia e ficar no local sentados durante todos os jogos. Se não se apresentarem, será considerada não cumprida a transação penal e poderão responder pelo crime específico de invasão de campo”, explica a juíza responsável pelo setor, Patricia Ceni.
 
A magistrada enfatiza que a organização do evento é feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não pelos órgãos da Segurança Pública ou do Poder Judiciário, portanto, as reclamações que chegaram à imprensa não dizem respeito à atuação do juizado.
 
“Infelizmente em jogo grande, as pessoas chegam em cima da hora e ficam nervosas com a organização por haver demora na entrada. Estávamos com casa cheia, mais de 32 mil pessoas, realmente aconteceu muita fila e reclamações. Não chegaram reclamações cíveis no juizado nesse sentido”, completa.
 
Outro ponto positivo é que não houve nenhuma ocorrência envolvendo crianças, seja em relação aos comprovantes de vacina, segurança, integridade física ou pela própria presença de muitas crianças no estádio.
 
A parceria com a Semob, Polícia Militar e outras forças de segurança também funcionaram muito bem, afirma a juíza, com bons resultados e sem ocorrências cíveis ou criminais graves.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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