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Vai ao Plenário indicação de Eduardo Paes Saboia para embaixada na Áustria

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta terça-feira (22) a indicação do diplomata Eduardo Paes Saboia para o cargo de embaixador do Brasil na Áustria. A mensagem presidencial com a indicação (MSF 4/2025) teve relatório favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE. A matéria segue agora para o Plenário.

O indicado destacou a longa relação bilateral estabelecida entre Brasil e Áustria, que em 2025 completa oficialmente 200 anos — mas que se iniciou antes, em 1817, quando D. Pedro I se casou com a princesa austríaca Maria Leopoldina.

— A relação entre Brasil e Áustria tem dimensão histórica e merece ser valorizada. Se aprovado, quero construir uma agenda de contatos políticos, inclusive entre parlamentares brasileiros e austríacos. A boa interlocução política e diplomática é essencial para o avanço em outras dimensões do relacionamento, inclusive o econômico e comercial — ressaltou.

Nelsinho Trad falou sobre a política externa austríaca, que, assim como no Brasil, tem tradição de busca de consensos e soluções negociadas. O senador também chamou a atenção para a economia do país.

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— A Áustria detém um dos mais altos níveis de desenvolvimento e de renda per capita do mundo. O país se destaca no âmbito da União Europeia pela economia estável, com base industrial sólida, sustentada por setores tecnológicos de ponta, como de máquinas, equipamentos, farmacêutico e químico — comentou.

Perfil

Bacharel em direito pela Universidade de Brasília, Saboia iniciou a carreira diplomática em 1990, como terceiro-secretário. Chegou a ministro de primeira classe em 2016 e foi ministro-conselheiro das embaixadas em Washington e em La Paz.

Entre 2018 e 2022, ocupou o cargo de embaixador brasileiro em Tóquio. Desde então, exercia a função de secretário na Secretaria da Ásia, Pacífico e Rússia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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