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Vai à Câmara projeto que estende ensino obrigatório de Libras nas escolas

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (29), em segundo turno, texto substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS) ao Projeto de Lei (PL) 6.284/2019, do senador Romário (PL-RJ), que obriga os sistemas de ensino a oferecer acesso ao aprendizado da língua brasileira de sinais (Libras) a estudantes ouvintes e pais de alunos com deficiência auditiva. Se não houver recurso para votação em Plenário, o projeto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB — Lei 9.394, de 1996), para limitar a oferta do ensino de Libras aos alunos ouvintes, pais e responsáveis por estudantes surdos. O texto original tornaria obrigatória a oferta em todas as etapas e modalidades da educação básica. Mas o relator argumentou que essa finalidade já foi atendida pela Lei 14.191, de 2021, que trata da educação bilíngue de surdos. Ele explica que restou ao projeto dispor apenas sobre a oferta do ensino de Libras aos estudantes ouvintes e aos pais dos alunos com surdez.

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“Ainda que com essa perspectiva restrita, o projeto deve ser visto sob a ótica do investimento, uma vez que o modelo de inclusão proposto enriquece a todos humana e culturalmente, detendo potencial para ampliar o repertório de habilidades sociais e de comunicação da população de maneira geral”, ponderou Paulo Paim em seu voto.

Durante a discussão em turno suplementar, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) informou que foi procurada por intérpretes de libras e por representantes da comunidade surda. Segundo a senadora, eles manifestaram preocupação em relação à matéria por identificarem a falta de profissionais habilitados para atender a demanda do projeto e temem uma “banalização da Libras”. Segundo Damares, há temor de que a proposta instrumento de desvalorização das escolas bilíngues. 

— Nós somos um país em que ainda estamos discutindo a escola bilíngue, a educação inclusiva, a educação especial. E nós não temos interprete de libras suficiente para alcançar a meta estabelecida no projeto de lei — avaliou Damares. 

No entanto, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) e o presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR) ,observaram que o projeto busca justamente ampliar o acesso e a inclusão dos alunos surdos em sua integralidade, ao oferecer o ensino de Libras a todos que têm acesso direto ao estudante. Para eles, o estado tem condições de atender à proposta, desde que haja “vontade política”, já que há demanda nas escolas. 

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— Basta ter a determinação política de fazer. É claro que as coisas não surgem de um dia para o outro, mas tem que haver a preparação de profissionais para a área — defendeu Arns. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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