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Senado aprova indicação de sucessor de Galípolo e mais dois diretores do BC

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Por 50 votos favoráveis, 3 contrários e uma abstenção, o Plenário aprovou nesta terça-feira (10) a indicação de Nilton José Schneider David para exercer o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central. Ele vai substituir Gabriel Galípolo, que teve o nome aprovado pelo Senado para a presidência do BC e assumirá o cargo em janeiro de 2025, no lugar de Roberto Campos Neto. A aprovação da MSF 58/2024, que teve parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE), será comunicada à Presidência da República.

Os senadores também aprovaram outras duas indicações para diretorias do BC. Relatada pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a indicação de Izabela Moreira Correa (MSF 59/2024), na vaga decorrente do término do mandato de Carolina de Assis Barros, recebeu 48 votos favoráveis e 3 votos contrários.

Por sua vez, a indicação de Gilneu Francisco Astolfi Vivan (MSF 60/2024), na vaga decorrente do término do mandato de Otávio Ribeiro Dâmaso, foi aprovada por 53 votos favoráveis e 3 votos contrários, tendo sido relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A aprovação dessas indicações também será comunicada à Presidência da República.

Os nomes dos três indicados ao BC foram aprovados anteriormente em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Criado em 1964, o Banco Central é uma autarquia federal que tem por objetivo assegurar a estabilidade de preços, além de zelar pela estabilidade e eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego. 

Nilton David

Desde 2019, David é chefe de operações de Tesouraria do Banco Bradesco, sendo gestor de equipes que realizam operações com diversos índices e ativos financeiros, em São Paulo, Nova York e na Europa.

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Graduado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1994, trabalhou em diversas instituições financeiras no Brasil e no exterior.

De 1995 a 2000, foi operador do Citibank, passando por São Paulo, Londres, México e Nova York, no qual trabalhava com modelos de precificação de vários produtos financeiros. De 2000 a 2002, atuou no Goldman Sachs, também em Nova York. Entre 2003 e 2012, voltou a trabalhar no Citibank, sendo responsável pela gestão de equipe que executava operações com moedas e derivativos de moedas em Cingapura, Londres, Nova York, México e São Paulo. 

De 2013 e 2016, foi sócio e gestor de investimentos na Canvas Capital. De 2016 a 2019, trabalhou no Morgan Stanley em São Paulo e no México. Na mensagem enviada ao Senado, Nilton David declara ainda que sua esposa trabalha no Citibank desde 2014. 

Izabela Correa

A indicada graduou-se em administração pública pela Fundação João Pinheiro (FJP) em 2003. Tem mestrado em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutorado em governo pela London School of Economics and Political Science e pesquisa de pós-doutorado pela escola de governo da Universidade de Oxford. No campo acadêmico, foi professora de gestão pública e políticas públicas no Insper.

Em relação à trajetória profissional, trabalhou de 2006 a 2012 na Controladoria-Geral da União (CGU) como assessora na Diretoria de Prevenção da Corrupção e Coordenadora-Geral de Transparência, Ética e Integridade, retornando mais tarde como secretária de Integridade Pública. Ela também foi cofundadora e coordenadora de informações no Projeto Brasil, uma iniciativa premiada por promover maior transparência nas propostas de políticas públicas nas eleições. 

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No Banco Central, desempenhou atividades significativas de 2017 a 2021, sendo chefe-adjunta da Secretaria do Conselho Monetário Nacional, analista na Secretaria-Executiva, chefe do Escritório de Relações Institucionais na Secretaria de Governança da Secretaria-Executiva e assessora sênior no Gabinete da Diretoria de Relações Institucionais, Cidadania e Supervisão de Conduta. 

Gilneu Vivan

Nascido no Rio Grande do Sul, o indicado tem bacharelado em economia (1992) e especialização em gestão financeira (1998) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2003, concluiu o mestrado em gestão econômica de negócios pela Universidade de Brasília.

Trabalhou no Unibanco em 1985 e 1986, e na Caixa Econômica Federal de 1989 a 1994. Em 1994, ingressou na carreira de analista do Banco Central do Brasil, onde foi responsável, durante 11 anos, pelo monitoramento da estabilidade financeira do Sistema Financeiro Nacional. Atualmente é responsável pelo departamento da regulação do Sistema Financeiro Nacional.

Participou em missões internacionais no Equador, no Paraguai, na Jamaica, na Costa Rica e no Peru como especialista em teste de estresse, análise de liquidez e política macroprudencial. Entre 2009 e 2023, representou o Brasil no Analytical Group on Vulnerabilities (AGV), que é responsável por identificar e avaliar riscos e vulnerabilidades no sistema financeiro mundial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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