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Peixe no cardápio da merenda escolar está na pauta da CE

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A inclusão da carne de peixe e derivados na merenda escolar de todo o país será votada pela Comissão de Educação (CE) em reunião na terça-feira (29), a partir das 10h. O PL 1.167/2024 é do senador Jorge Seif (PL-SC), que foi secretário Nacional de Pesca e Aquicultura do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.

Se for aprovado, o projeto seguirá direto para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário do Senado, a não ser que haja recurso de senadores. O relator é o senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

O projeto, que já tem parecer favorável da Comissão de Agricultura (CRA), determina que a carne de peixe e seus derivados terão que ser incluídos no cardápio das escolas públicas ao menos uma vez por semana, de acordo com a disponibilidade orçamentária e a oferta. 

Segundo Jorge Seif, a proposta contribui para garantir uma dieta variada e equilibrada para os alunos, já que o peixe é fonte de nutrientes relevantes para o crescimento e o desenvolvimento cerebral. Pelo texto, o nutricionista responsável buscará planejar o cardápio escolar, sempre que possível, com a oferta da carne de peixe e de seus derivados, respeitada a cultura alimentar, o perfil epidemiológico da população atendida e a vocação agrícola da região.

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Bolsistas

Também deve ser votado o PL 3.611/2024, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O projeto de lei cria diretrizes para evitar qualquer tipo de segregação ou discriminação entre alunos bolsistas e pagantes em instituições de ensino privadas que oferecem bolsas de estudos. 

A proposta estabelece uma política de bolsas inclusiva com igualdade de condições entre os estudantes, para que os alunos bolsistas sejam tratados de forma igualitária aos estudantes pagantes, com a participação nas mesmas unidades, turmas, turnos e atividades, evitando qualquer tipo de segregação ou discriminação. A relatoria é do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Se o projeto for aprovado, as instituições de ensino privadas que oferecem bolsas, incluindo aquelas que recebem recursos públicos e benefícios fiscais em razão da concessão das bolsas, deverão criar medidas para a integração entre todos os alunos, além de combater estigmas associados à condição de bolsista. O Ministério da Educação e os conselhos estaduais e municipais de Educação serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento da lei, segundo o texto do projeto.

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Ciranda, Cristo e música Brega

Outros projetos que estão na pauta da CE são:

  •  PL 4.548/2024 — Confere ao município de Aquiraz (CE) o título de capital nacional da renda de bilro
  •  PL 2.079/2023 — Cria o dia nacional do coco de roda, da ciranda e da mazurca
  •  PL 4.409/2021 — Reconhece como manifestação da cultura nacional o espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco
  •  PL 2.521/2021 — Declara Recife como capital nacional do brega
  •  PL 4.030/2020 — Cria o dia nacional do brincar

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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