POLITÍCA NACIONAL
Projeto institui política de saúde mental para pessoas trans e travestis
POLITÍCA NACIONAL
O Projeto de Lei 130/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), institui uma política nacional de saúde mental para pessoas trans e travestis e prevê a criação de ambulatórios de atendimento multidisciplinar para essas pessoas nas capitais brasileiras e nas cidades com mais de 200 mil habitantes. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
O projeto busca eliminar a invisibilização, a discriminação e o preconceito institucional contra as pessoas trans e travestis, contribuindo para a redução das desigualdades e para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Objetivos
Entre os objetivos da política de saúde mental, estão:
- garantir às pessoas trans e travestis o direito à saúde integral, humanizada e de qualidade no SUS;
- sensibilizar os profissionais de saúde de que o processo psicoterapêutico de pessoas trans e travestis não se restringe à tomada de decisão sobre cirurgias de redesignação sexual;
- ampliar o acesso de pessoas trans e travestis aos serviços de saúde mental do SUS;
- prevenir e reduzir os casos de suicídios de pessoas trans e travestis;
- monitorar, avaliar e difundir os indicadores de saúde mental e de serviços para pessoas trans e travestis; e
- garantir o respeito ao nome social, evitando que seja motivo de constrangimento e uma barreira de acesso aos serviços de saúde.
O texto proíbe ainda que qualquer pessoa seja forçada a submeter-se a tratamento, procedimento ou teste com base na sua orientação sexual ou na sua identidade de gênero. As pessoas abrangidas pelo projeto também ficam protegidas de tratamentos e práticas de conversão da orientação sexual ou identidade de gênero.
Ambulatórios
Os ambulatórios previstos na proposição deverão ser implementados em todas as capitais estaduais e nos municípios com mais de 200 mil habitantes, com o objetivo de ofertar atendimento especializado e humanizado em saúde mental e integral às pessoas trans e travestis. Eles deverão contar com equipes multiprofissionais capacitadas para atendimento em saúde mental, incluindo psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e demais profissionais de saúde, garantindo acolhimento adequado às necessidades dessa população.
Os estados e municípios deverão garantir orçamentos específicos para a implementação e a manutenção dos ambulatórios, podendo contar com recursos federais, estaduais e municipais, além de parcerias com instituições universitárias e de pesquisa em saúde e com organizações da sociedade civil.
Fatores
Citando o Panorama da Saúde Mental, elaborado pelo Instituto Cactus e Atlas Intel, Erika Hilton observa que a população trans e travesti no Brasil apresenta índices mais elevados de problemas de saúde mental em comparação à população geral.
“Os principais fatores de risco incluem a discriminação sexual, que é particularmente severa dentro da comunidade LGBTQIA+, afetando homens e mulheres transgêneros e se mostrando mais intensa para indivíduos não-binários, que enfrentam maior marginalização por não se encaixarem nas expectativas sociais tradicionais”, aponta a parlamentar. “O estigma social e a falta de apoio de familiares e amigos também geram sintomas como depressão que pode resultar em pensamentos suicidas e em tentativas de suicídio.”
Na avaliação de Erika, a construção de uma política específica para a saúde mental para pessoas trans e travestis poderá reduzir os impactos desses fatores de risco e promover o acesso a cuidados adequados. A política, segundo ela, forneceria suporte emocional e psicológico, promoveria aceitação social e familiar e garantiria que a identidade de gênero seja respeitada.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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