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Projeto cria política nacional de enfrentamento a inundações e alagamentos severos

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O Projeto de Lei 4105/24 cria uma política nacional de enfrentamento a inundações e alagamentos severos que será custeada por recursos do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap). A política será implantada de forma coordenada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

O texto em análise na Câmara dos Deputados determina que os governos estaduais, distrital e municipais terão 90 dias para apresentar plano de adequação às regras dessa política, sob pena de suspensão de novos repasses de recursos federais.

O projeto obriga governos e prefeituras a realizar obras de drenagem urbana e rural para escoamento das águas das chuvas, além de demarcar as áreas com risco de inundações.

A proposta também prevê a implantação de sistemas de monitoramento hidrológico e meteorológico que permitam a antecipação de eventos extremos e a emissão de alertas à população e às autoridades.

O autor, deputado Pedro Aihara (PRD-MG), cita levantamento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional pelo qual, entre 1991 e 2020, mais de 10 milhões de pessoas foram afetadas por inundações em diversas regiões do país. Somente em 2020, os alagamentos atingiram mais de 400 municípios, com prejuízos  superiores a R$ 20 bilhões.

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“Diante dos dados alarmantes sobre a recorrência e os impactos das inundações no Brasil, é imperativo que o Estado atue de maneira proativa e preventiva, por meio de políticas públicas integradas e coordenadas”, justificou o deputado.

Planos emergenciais
Pela proposta, os governos estaduais, distritais e municipais devem elaborar planos emergenciais para atuação da defesa civil local em conjunto com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. O objetivo é reunir recursos humanos e materiais para uma rápida resposta às situações de crise.

Entre as diretrizes da nova política estão:

  • promoção de ações preventivas para minimizar os impactos de inundações e alagamentos severos;
  • integração de políticas públicas de gestão de risco e ordenamento territorial;
  • promoção de sistemas de alerta antecipado para eventos hidrológicos extremos;
  • realização de obras de infraestrutura hídrica e urbana adequadas para o controle de enchentes;
  • fortalecimento da resiliência dos municípios para responder a situações de emergências relacionadas a enchentes e alagamentos;
  • capacitação de gestores públicos e a conscientização da população quanto aos riscos e medidas de prevenção de inundações.
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Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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