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Plínio quer investigar venda de mineradora para estatal chinesa

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar, em pronunciamento nesta quarta-feira (4), a venda da empresa Mineração Taboca para uma estatal chinesa. A Taboca é responsável pela exploração de estanho, nióbio, urânio, ítrio e outros minérios na mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo (AM).

O senador alertou para os impactos financeiros e estratégicos da negociação e pediu investigação sobre os detalhes da operação. Ele enfatizou que o valor pago pela estatal chinesa China Nonferrous Metal mining Group — US$ 340 milhões ou cerca de R$ 2 bilhões — é inferior ao potencial das riquezas existentes na mina.

— Se essa venda seguiu os trâmites legais, a gente pode ir para a área do tributo; se não seguiu, tem que melar essa venda. A mina contém imensas riquezas, o que não dá nem para mensurar.  Tudo isso num estado pobre, onde quase 3 milhões de amazonenses não têm R$ 11 por dia. E temos que ficar assistindo aos chineses comprarem essa riqueza, explorarem e levarem — lamentou.

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Segundo Plínio, a mina possui reservas “estratégicas” de urânio e outros minerais cuja exploração é competência exclusiva da União. Ele questionou a legalidade da transação e a “indiferença” das autoridades brasileiras frente ao caso.

— São minérios que não podem sair do Brasil. Montanhas de minerais foram vendidos para os chineses, e ninguém diz nada. Ítrio é o mineral com que se fabrica bateria de carro. É o mineral que vai ter o maior valor daqui para frente. Tiraram o estanho e iam acumulando o que não tiravam, e tem montanhas e montanhas disso que eles chamam de rejeitos — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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