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Paim diz que Câmara vai ajustar mudanças no BPC

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O senador Paulo Paim (PT-RS) informou, em pronunciamento nesta terça-feira (17), que a Câmara dos Deputados e o Ministério da Fazenda concordaram em ajustar as propostas de mudança nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) previstas no pacote de corte de gastos. O BPC corresponde a um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Segundo o parlamentar, as mudanças serão realizadas para diminuir o prejuízo dos que dependem do benefício e viabilizar a votação da matéria.

— Cumprimento os deputados, que já mostraram que as coisas não podem chegar à Casa e ser carimbadas na íntegra como vieram, seja qual for o governo. Então, os deputados, felizmente, já apontaram que o BPC, como está, não vai passar. […] A reforma tributária obteve, entre um momento e outro, cerca de mil emendas. Por que não poderíamos ter nenhuma mudança no pacote, da forma como chegou?

Paim ressaltou que o país precisa realizar ajustes nas contas públicas, mas argumentou que as mudanças não podem ser feitas às custas da população mais pobre. O senador também defendeu a taxação de grandes fortunas.

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— É preciso questionar as grandes fortunas, onde está a taxação tão falada em fóruns mundiais dos super-ricos? Por que não enfrentamos de forma responsável o debate sobre os altos salários? Ou alguém tem dúvida de que neste país muita gente ganha não R$ 50 mil, mas acima de R$ 50 mil, ganha R$ 100 mil, ganha R$ 200 mil, ganha até R$ 300 mil por mês? E por que não se envia a fundo, seja no Executivo, seja no Judiciário, seja no Legislativo, seja nas empresas estatais? E por que não enfrentar este debate?

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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