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Marina Silva será convidada pela CI para falar de possível unidade de conservação marinha

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (12) convite para que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, preste esclarecimentos sobre a possível criação de unidade de conservação marinha com 35 milhões de hectares. De acordo com o senador Lucas Barreto (PSD-AP), a área abrangeria toda a margem equatorial do mar territorial brasileiro, desde a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa até os estados do Piauí e Ceará.

O convite para a ministra partiu do requerimento (REQ 99/2024 – CI) de Lucas Barreto. Segundo o senador, “a Organização Não Governamental (ONG) Instituto de Estudos Avançados da USP e do Centro de Biologia Marinha da USP, apoiados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, por outras agências da União Federal e entes estaduais, vinculados a este importante Ministério, promoveram em São Paulo, a segunda reunião técnica para criação da maior Unidade de Conservação (UC) da Marinha, com área já delimitada em poligonal de 35.000.000 ha (trinta e cinco milhões de hectares)”.

Ainda de acordo com o requerimento, a “pretendida criação desse mega Mosaico de Conservação inscreve em seus limites toda a margem do mar territorial brasileiro que ocupará a dimensão de 390 km largura por 1.390 km de comprimento, estendendo-se da fronteira do Mar Territorial da Guiana Francesa com o Brasil até o limite territorial marinho brasileiro entre o Piauí e o estado do Ceará”.

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Lucas Barreto diz ainda que há uma “proposital coincidência na área da nova unidade de conservação, equivalente a oito vezes o território do estado do Rio de Janeiro, com a região em que foram feitas descobertas geológicas trilionárias de reservas de petróleo e gás, no pré-sal na costa do Amapá, do Pará e do Maranhão”.

Durante a discussão da proposta na comissão, o senador mencionou fala recente do novo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para criticar a política ambiental, que, na visão dele, por meio da criação de unidades de conservação, “gera pobreza e obstrui os motores de desenvolvimento necessários para os estados da Amazônia Atlântica”.

— Quero fechar a fronteira e quero perfurar, perfurar, disse Trump. Perfurar é uma referência à abertura de novos poços de petróleo e gás. O mundo não está nem aí, só querem nos deixar como os escravos ambientais. Então não vamos abrir mão de explorar e perfurar o petróleo do Amapá — declarou.

Além da ministra Marina Silva, o requerimento de Barreto pede que sejam ouvidas na Magda Chambriard, presidente da Petrobras; Marcos Sampaio Olsen, almirante de esquadra e comandante da Marinha; e Taisa Mara Morais Mendonça, secretária de Meio Ambiente do Estado do Amapá.

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CI

Com 23 titulares e igual número de suplentes, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) é presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RR).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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