POLITÍCA NACIONAL
Marcos do Val diz que Biden bloqueia denúncias contra Moraes na OEA
POLITÍCA NACIONAL
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou, em pronunciamento nesta terça-feira (19), que as denúncias de parlamentares brasileiros na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) não tem tido prosseguimento em razão de um suposto bloqueio do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Segundo o parlamentar, Biden interferiu nas eleições brasileiras de 2022 ao lado do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. Marcos do Val alegou que documentos comprobatórios serão apresentados após a posse do presidente eleito Donald Trump, em janeiro do ano que vem.
— O presidente Biden, junto com Alexandre de Moraes, no Superior Tribunal Eleitoral, manipulando as redes sociais, e o presidente Biden fazendo com que fosse dada toda a estrutura para que ele [Moraes] continuasse fazendo o que ele vem fazendo até hoje. Ou seja, a OEA, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal Penal Internacional, essas instituições todas são conduzidas pelo governo americano por causa da sua diplomacia, tanto é que recentemente o próprio Capitólio falou que, se a OEA não se movimentar, vai ter corte de verbas, ou seja, os Estados Unidos mantêm essas instituições. E hoje, o Biden, que está na presidência, está fazendo esse bloqueio para que as nossas denúncias quanto às violações que o Alexandre de Moraes tem feito à Constituição e à nossa democracia, por abuso de poder, enfim, sejam blindadas pelo governo Biden.
O senador voltar a criticar Moraes por ter determinado a suspensão de seu salário e de suas contas nas redes sociais.
— Nunca, na história do planeta, um senador da República teve o seu salário suspenso, e a gente vê juízes que cometem crimes, ilegalidades, que são afastados com a aposentadoria e continuam recebendo salário, mesmo oficialmente tendo cometido algum crime. E comigo não houve absolutamente nada, somente a tentativa de me censurar por conta de, exatamente, eu ter acesso a documentos que provam tudo o que eu tinha falado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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