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Deputados discutem falta de médicos geriatras no Brasil

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados promove na quarta-feira (27) audiência pública sobre a falta de geriatras no Brasil e a criação de possíveis incentivos que facilitem a formação desses especialistas. O debate atende pedido do deputado Luiz Couto (PT-PB) e será realizado às 15 horas, no plenário 12.

No ano passado, especialistas ouvidos pelo colegiado sugeriram o que chamaram de “geriatrização” do sistema de saúde, que inclui a melhoria da formação dos profissionais para atender aos idosos, o aumento no número de geriatras e o fortalecimento de equipes multidisciplinares.

Envelhecimento dos brasileiros
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de pessoas com 60 anos ou mais deverá dobrar nas próximas três décadas, representando cerca de 30% da população em 2050.

“Esse crescimento acelerado coloca em evidência a necessidade de cuidados especializados para essa faixa etária, particularmente no campo da geriatria”, afirma Couto. “Entretanto, o país enfrenta uma grave escassez de geriatras. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o Brasil possui atualmente menos de 2 mil geriatras em atividade.”

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Luiz Couto ressalta que a formação de geriatras enfrenta desafios significativos, como a falta de incentivos e de vagas em programas de formação específica. “Essa audiência tem como objetivo discutir as causas dessa escassez e explorar possíveis soluções, como a criação de incentivos para a formação de geriatras e a revisão da legislação para facilitar a formação desses especialistas.”

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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