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Criação de rota turística Grande Reserva Mata Atlântica vai à Câmara

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A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (12) projeto que cria a Rota Turística Grande Reserva Mata Atlântica, abrangendo partes do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo. O PL 3.040/2024, do senador Flávio Arns (PSB-PR), recebeu parecer favorável da relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e não houver recurso para votação em Plenário, seguirá para a Câmara dos Deputados.

A proposta cria a rota turística na Grande Reserva Mata Atlântica, maior trecho contínuo e conservado do bioma, com 2,7 milhões de hectares. A faixa abrange 63 municípios, incluindo as capitais Curitiba e São Paulo, que serão polos do percurso turístico em seus respectivos estados, junto com as cidades de Registro (SP) e Joinville (SC).

O objetivo do projeto é o fomento ao turismo nos municípios; o desenvolvimento econômico sustentável; a proteção da Mata Atlântica e a valorização da natureza, cultura e história regionais. Os atrativos turísticos na Grande Reserva Mata Atlântica receberão apoio dos programas oficiais do governo.

Quando apresentou a proposta, Arns apontou que apesar de ser uma região importante de preservação da biodiversidade, as cidades dessa faixa de conservação apresentam baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). 

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Já a senadora professora Dorinha Seabra destacou que a iniciativa trará impacto para a preservação e a valorização dos patrimônios natural, cultural e histórico, de promover a expansão do turismo. 

— A expansão do turismo tem o potencial de impulsionar o desenvolvimento econômico e social, estimulando novos negócios, gerando empregos e renda, e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida da população local.

A votação foi conduzida pelo presidente da CDR, senador Marcelo Castro (MDB-PI). 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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